sicnot

Perfil

Economia

UTAO estima défice de 4,7% com medidas extraordinárias, mas sem resolução do BES

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que o défice em contabilidade nacional em 2014 se tenha situado em 4,7% do PIB com operações de natureza extraordinária, mas sem contar eventuais impactos da resolução do BES.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Yves Herman / Reuters

"Estima-se que o défice em contabilidade nacional se tenha situado em 4,7% do PIB [Produto Interno Bruto], 3,7% do PIB excluindo operações de natureza extraordinária", afirmam os técnicos da UTAO, numa nota sobre a execução orçamental de janeiro deste ano a que a agência Lusa teve hoje acesso.

De fora da estimativa para o défice de 2014 apurada pela UTAO ficou "qualquer impacto da subscrição de capital do Novo Banco pelo Fundo de Resolução, realizada no terceiro trimestre, por não ser ainda possível antecipar o efeito final" da medida no ano passado, justificam os técnicos. 

"Recorde-se que este impacto dependerá do valor e da data em que se venha a concretizar a venda do Novo Banco, o que poderá determinar um acréscimo do défice para o conjunto do ano em cerca de 2,8 pontos percentuais do PIB", afirmam os especialistas. 

Entre as medidas extraordinárias que contribuíram para agravar o défice num ponto percentual, a UTAO destaca "pela sua dimensão", o financiamento e a assunção de dívida da Carris e da STCP, realizados no segundo trimestre, num montante equivalente a 0,7% do PIB. 

Os especialistas que apoiam os deputados recordam que a estimativa de 4,7% com medidas extraordinárias está em linha com as previsões mais recentes do Governo, inscritas no Orçamento de Estado para 2015 (OE2015), que antecipavam um défice de 4,8% do PIB no ano passado.

A UTAO afirma ainda que a confirmar-se este valor central o défice em contabilidade nacional (o intervalo da estimativa da UTAO varia entre os 4,5% e os 4,9%, o que corresponde a um défice ajustado de operações extraordinárias entre 3,5% e 3,9% do PIB), "este terá melhorado face ao registado em 2013", considerando um défice em termos globais nesse ano de 4,9% do PIB.  

"Considerando resultados ajustados de medidas extraordinárias, a redução do défice em termos homólogos terá sido, por esse motivo, mais significativa, na ordem dos 1,4 pontos percentuais, de 5,1% para 3,7% do PIB", diz a UTAO.

Os especialistas justificam a redução homóloga do défice orçamental com uma "execução mais favorável ao nível da receita fiscal e contributiva, induzida pela recuperação da atividade económica e pelo combate à fraude, à evasão fiscal e à economia paralela, cujos valores ainda se encontram por determinar com exatidão".

O défice em contas nacionais, a ótica dos compromissos, é a que conta par Bruxelas, é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que prevê divulgar este indicar no final de março.



Lusa

  • Divorciados vão poder dividir filhos no IRS 

    Economia

    Os divorciados vão passar a poder dividir os filhos no IRS (imposto sobre o rendimento singular) e o Governo está a estudar soluções para que em 2018 haja um novo sistema para lidar com a guarda conjunta de filhos.

  • "Os governos são diferentes mas o povo é o mesmo"
    0:45

    Economia

    O Presidente da República atribui o resultado do défice do ano passado ao espírito de sacrifício do povo português. Num jantar em Coimbra para assinalar o Dia do Estudante, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que o valor do défice de 2016 é a prova de que com governos diferentes conseguem-se os mesmos objetivos.

  • Recuo na saúde é primeira derrota de peso para Donald Trump
    1:18

    Mundo

    O Presidente norte-americano sofreu esta sexta-feira uma derrota de peso. O líder da Câmara dos Representantes retirou a proposta do plano de saúde de Trump, que se preparava para um chumbo na câmara baixa do Congresso. Para já, mantém-se o Obamacare.

  • Pai do piloto da Germanwings defende inocência do filho

    Mundo

    O pai de Andreas Lubitz declarou esta sexta-feira que o filho não é o responsável pelo embate do avião da Germanwings contra um local montanhoso, que fez 150 mortos. O Ministério Público alemão concluiu em janeiro que o incidente em 2015 foi apenas da responsabilidade do piloto.