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Hoje há greve na função pública

Os trabalhadores da função pública cumprem hoje um dia de greve e os efeitos da paralisação sentiram-se já nos turnos da madrugada. Os números divulgados pelos sindicatos aponta para uma adesão entre os 80% e os 100%. Os setores mais afetados serão a educação, saúde, justiça e administração local. A greve foi convocada em protesto contra os cortes salariais, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, o regime de requalificação, e o congelamento das carreiras.

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ANTÓNIO COTRIM/LUSA


Os hospitais da Grande Lisboa cumprem apenas os serviços mínimos, de acordo com a Frente Comum. Foram registados níveis de adesão à greve de 100% na Maternidade Alfredo da Costa, no Instituto de Medicina Legal, Hospital São Francisco Xavier, Hospital de São José e Hospital de Santa Maria (urgências pediatria e Bloco de urgências). Os dados referem que o Hospital Amadora-Sintra registou uma adesão de 100%, o Hospital D. Estefânia 98%, Hospital dos Capuchos 87%, em Lisboa.

Também nos hospitais da zona centro do país a adesão à greve durante a noite rondou os 90%. Foi o caso do Hospital de Seia, Hospital de Tondela, Hospital de Viseu, Hospital dos Covões (Coimbra), Hospital de Aveiro, IPO de Coimbra e Hospitais da Universidade de Coimbra, adianta a Frente Comum dos sindicatos da função pública

No que diz respeito à recolha do lixo, foi registada uma adesão de 100% nos turnos da noite nas câmaras municipais de Évora, Amadora, Lisboa (garagem dos Olivais), Loures, Almada, Moita, Seixal, Palmela, Alcochete e Vila Franca de Xira.

Na Câmara Municipal do Funchal, os níveis de adesão à greve no turno da noite registaram 88%, na Câmara Municipal de Guimarães 60%, em Barcelos 50%, Sintra 95% e Setúbal 97%.

A Frente Comum adianta que a adesão à greve no Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa é de 100%.

"Nós temos adesões que variam entre os 80 e os 100%. Em termos globais, o que apurámos por volta da uma da manhã de hoje é que há uma grande adesão principalmente nos resíduos sólidos, recolha do lixo, turnos da noite nos hospitais e bombeiros sapadores", disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

De acordo com Arménio Carlos, os trabalhadores estão em luta pelos seus direitos, ou seja, pelos aumentos salariais, carreiras profissionais, manutenção das 35 horas, regulação da requalificação da nova lei dos despedimentos sem justa causa e também pela integração dos trabalhadores desempregados que estão a ocupar postos de trabalho permanentes.

Na opinião do sindicalista, estes direitos que os trabalhadores reclamam são essenciais para a melhoria dos serviços públicos prestados à população.

"Quero ainda lembrar que está provado que os 10 mil milhões de euros que o Estado retirou aos trabalhadores foi a mesma verba que transitou para os bancos: estou a falar do Novo Banco, do BPN e do BPP. Isto demonstra que os problemas não estão na administração pública, mas nas opções políticas que este Governo assumiu", declarou.

Arménio Carlos salientou que "esta luta dos trabalhadores emana uma forte motivação pela defesa da dignidade que os trabalhadores têm e que está a ser atacada pelo Governo".

A greve de hoje foi convocada pela Federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no setor.


Com Lusa
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