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Juros da dívida de Portugal a cair em todos os prazos

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a cair em todos os prazos em relação a quarta-feira.   

(Reuters/ Arquivo)

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REUTERS

Hoje, cerca das 08:50 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a descer para 1,692%, contra 1,732% na quarta-feira e o mínimo de sempre, de 1,560%, a 13 de março. 


Os juros a cinco anos também estavam a cair, para 0,917%, contra 0,958% na quarta-feira e o mínimo de sempre de 0,823% a 12 de março.


No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a recuar para 0,103%, contra 0,126% na quarta-feira e o mínimo de sempre de 0,092% a 16 de março.


A 09 de março passado, o Banco Central Europeu (BCE) arrancou com um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar.        


O objetivo desta operação, denominada "Quantitative Easing" (QE), é criar um círculo virtuoso para a Economia: sob o efeito de uma forte procura as taxas de juro das obrigações deverão descer, forçando os bancos a aplicar o dinheiro noutros sítios, designadamente a conceder crédito às empresas e aos consumidores. 


Para os mercados, o QE marca uma mudança histórica da política monetária do BCE.  


Os bancos centrais nacionais, como o Bundesbank ou o Banco de Portugal, entre os outros dos Estados-membros, serão os principais executantes do QE, já que está previsto que façam 92% das compras. 


Os efeitos do programa fizeram sentir-se por antecipação há várias semanas nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.   


A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.


O programa de ajustamento solicitado por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.


Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a cinco e dez anos, bem como os de Itália e de Espanha em todos os prazos. 


Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a descer cinco e a subir a dez anos, para valores em torno dos 16,4% e de 11,3%, respetivamente.

Lusa


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