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Merkel recebe Tsipras em Berlim com honras militares

A chanceler alemã, Angela Merkel, recebeu hoje em Berlim com honras militares o homólogo grego, Alexis Tsipras, na primeira visita à chancelaria alemã desde que assumiu a chefia do governo da Grécia, há dois meses.

© Pawel Kopczynski / Reuters

Perante dezenas de repórteres fotográficos e operadores de câmara, Merkel e Tsipras cumprimentaram-se sorridentes, antes de ouvirem os hinos nacionais dos dois países. 

Os dois chefes de governo iniciaram depois uma reunião, que deverá prolongar-se por duas horas, para falarem sobre os problemas de liquidez da Grécia e as reformas que Atenas terá de aplicar.

Após o encontro, Merkel e Tsipras vão dar uma conferência de imprensa conjunta, seguindo-se um jantar de trabalho.

A visita realiza-se a convite de Angela Merkel e ocorre dias depois do encontro que mantiveram em Bruxelas com o presidente francês, François Hollande, e os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e do Eurogrupo, Jeroen Djisselbloem. 

Tsipras comprometeu-se na altura a apresentar nos próximos dias um programa detalhado de reformas.

Depois de notícias segundo as quais o primeiro-ministro grego iria apresentar algumas das medidas a Merkel, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, assegurou hoje que o encontro bilateral não concorre com nem substitui o Eurogrupo, fórum adequado à apresentação de tais medidas.

Numa carta enviada a Merkel em meados de março, divulgada hoje pelo Financial Times, Tsipras afirma que Atenas não poderá garantir o serviço da dívida que vence dentro de duas semanas se a União Europeia não libertar assistência financeira a curto prazo.

"Sendo um dado que a Grécia não tem acesso aos mercados financeiros e tendo em vista os 'picos' esperados dos nossos reembolsos de dívida na primavera e no verão (...) é claro que as restrições particulares do BCE [Banco Central europeu] combinadas com atrasos de transferências tornam impossível para qualquer Governo assegurar o serviço da sua dívida", explica Tsipras na carta. 

Tsipras vai permanecer em Berlim até terça-feira, dia em que gtem previsto reunir-se com os partidos da oposição Os Verdes e Die Linke ("A Esquerda").







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