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Estado arrecada 6,4 mil milhões de euros em impostos até fevereiro

O Estado arrecadou 6.365 milhões de euros até fevereiro deste ano, mais 132 milhões do que no período homólogo, sobretudo devido ao aumento da receita dos impostos indiretos, segundo a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

© Leonhard Foeger / Reuters

De acordo com os números oficiais hoje divulgados pela DGO, até fevereiro de 2015, a receita fiscal líquida aumentou 2,1% em termos homólogos, o que representa mais 132 milhões de euros do que nos mesmos meses de 2014, uma evolução que "consolida a tendência de crescimento da receita iniciada em 2013".

Para este desempenho contribuíram, sobretudo, as receitas dos impostos indiretos, que ascenderam aos 3.970,1 milhões de euros até fevereiro, mais 4,6% do que no período homólogo.

O IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado), o imposto indireto mais expressivo, rendeu 3.118 milhões de euros nos dois primeiros meses de 2015, um aumento homólogo de 7,8% (ou 224,7 milhões de euros), o que "continua a evidenciar a recuperação da atividade económica e a crescente eficácia das novas medidas de combate à evasão fiscal e à economia paralela", segundo a DGO.

Ainda nos impostos indiretos, a DGO destaca o crescimento de 25,9% da receita líquida do Imposto sobre Veículos (ISV) para os 83,7 milhões de euros, o aumento de 7,5% da receita do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para os 367,2 milhões de euros e o crescimento de 13,7% do Imposto Único de Circulação (IUC) para os 46 milhões de euros.

Já a receita dos impostos diretos apresentou um decréscimo de 1,8% nos dois primeiros meses do ano, para os 2.394,9 milhões de euros, mas esta queda abrandou, uma vez que em janeiro a receita do IRS e do IRC tinha caído 9,1% em termos homólogos.

A receita líquida em sede de IRS (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares) caiu 2,2% até fevereiro face ao mesmo período de 2014, cifrando-se nos 2.223 milhões de euros, depois de em janeiro ter apresentado um decréscimo homólogo mais acentuado, de 5,5%.

As receitas em sede de IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas) registaram uma contração de 10,9% nos dois primeiros meses deste ano, para os 147,2 milhões de euros, uma evolução que também traduz "uma recuperação da receita no mês de fevereiro, uma vez que no mês de janeiro a variação negativa foi de 47,5%".






Lusa
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