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Não havia irregularidades no aumento de capital do BES, afirma Carlos Tavares

O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse hoje que não havia irregularidades no aumento de capital do BES feito dois meses antes da medida de resolução.

lusa

"Não havia irregularidades no aumento de capital do BES", vincou Carlos Tavares, acrescentando que só se existissem irregularidades esse aumento poderia ter sido suspenso.

O presidente da CMVM falava na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), onde está hoje a ser ouvido pela segunda vez desde o arranque dos trabalhos, em novembro do ano passado.

Tavares declarou não ter competência para suspender o aumento de capital do BES de maio de 2014, onde foram colocados 1.045 milhões de euros, numa operação tida pouco tempo antes da queda do banco e respetiva medida de resolução do Banco de Portugal.

A CMVM, sublinhou, aprova os prospetos de aumento de capital, não a operação em si.

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de novembro passado e hoje, além de Carlos Tavares, será ainda escutado o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

A última audição prevista para a comissão de inquérito é a da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que prestará novo depoimento perante os deputados na quarta-feira.

Os trabalhos dos parlamentares têm por objetivo "apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades".

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