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Banco de Portugal melhora previsões

O Banco de Portugal melhorou hoje as previsões de crescimento da economia portuguesa, antecipando que o PIB cresça 1,7% este ano e 1,9% em 2016, apresentando agora estimativas mais otimistas do que o Governo.

SIC/ Arquivo

De acordo com a atualização das projeções para a economia portuguesa entre 2015 e 2017, o Banco de Portugal prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente 1,7% este ano (contra os 1,5% projetados em dezembro), 1,9% em 2016 (acima dos 1,6% previstos anteriormente) e 2% em 2017.

Estas estimativas do Banco Central são mais otimistas do que as do executivo, que previu um crescimento de 1,5% para este ano, na proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), conhecida em outubro, e que antecipou um crescimento de 1,7% em 2016, no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), apresentado em abril do ano passado.

O Banco de Portugal está também mais otimista do que as restantes instituições nacionais e internacionais: na semana passada, o Conselho de Finanças Públicas (CFP) previu que Portugal deverá crescer 1,6% este ano e o Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipou um crescimento de 1,5%, ao passo que a Comissão Europeia apontou para um crescimento de 1,6% no início de fevereiro.

Quanto à composição do crescimento em 2015, a instituição liderada por Carlos Costa espera agora que o consumo privado aumente 2,4% e que o consumo público se reduza em 0,5%, que o investimento aumente 4%, que as exportações cresçam 4,3% e que as importações acelerem 3,9%.

Ou seja, em 2015, o crescimento económico será feito à custa da procura interna, cujo contributo é de 1%, uma vez que as exportações serão responsáveis apenas por 0,8% do crescimento económico, segundo prevê o Banco de Portugal.

Já para 2016, o Banco Central espera que as exportações apresentem um contributo mais significativo do que o da procura interna: para um crescimento de 1,9% previsto para o próximo, 1,1% será por via de exportações e 0,8% por via da procura interna.

O Banco de Portugal espera que, em 2016, o consumo privado aumente 1,7%, que o consumo público cresça 1,2%, que o investimento aumente 4,4%, que as exportações acelerem 5,8% e que as importações aumentem também 5,5%.

A evolução do PIB continua a ter implícita "uma transferência de recursos produtivos dos setores não transacionáveis para os setores transacionáveis", escreve o banco central, acrescentando que "a aceleração da atividade económica ao longo do horizonte de projeção reflete, em larga medida, o crescimento projetado para as exportações, em linha com as hipóteses para a procura externa dirigida à economia portuguesa".

Por outro lado, o Banco de Portugal piorou as estimativas para o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), antecipando agora que a inflação se fixe nos 0,2% este ano, quando em dezembro previa que alcançasse os 0,7%.

Para 2016, o Banco Central melhora ligeiramente a previsão do IHPC, estimando agora que a taxa de inflação seja de 1,1%, quando em dezembro antecipava que este indicador se fixasse nos 1%. Para 2017, o Banco de Portugal espera que a inflação se mantenha nos 1,1%.

A estimativa da instituição liderada por Carlos Costa é coincidente com a Governo para este ano, mas fica 0,4 pontos percentuais abaixo da apresentada pelo Executivo para 2016.

O Governo estima que a inflação se fixe nos 0,7% (segundo o inscrito no OE2015) este ano e nos 1,5% em 2016 (de acordo com o DEO).

O Banco de Portugal afirma que estas estimativas publicadas hoje surgem "em linha com a recuperação moderada da economia internacional e da economia portuguesa" e "contemplam riscos equilibrados para a atividade económica e para a inflação".

Lusa

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