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Governador do banco central grego afasta todos os cenários de saída da Zona Euro

O governador do banco central grego afastou hoje qualquer cenário de saída da Grécia da Zona Euro, acrescentando que Atenas está em vias de chegar a um acordo sobre o seu plano de intervenção. 

© Alkis Konstantinidis / Reuter

"Um Grexit (contração de Grécia e Exit, que pretende designar a hipótese de o país sair da Zona Euro) não é opção para a Grécia, não é opção para a Zona Euro. Isso não vai acontecer", insistiu esta noite Yannis Stournaras, ao fazer uma conferência na London School of Economics (LSE).

O dirigente do banco central grego acrescentou que a competitividade da economia do país tinha melhorado nos últimos cinco anos e que uma saída da Zona Euro "não traria qualquer vantagem, mas antes sofrimento". 

Disse também que o novo governo grego está "próximo de um acordo" com os parceiros europeus. Acrescentou que tal acordo permitirá evitar um terceiro pacote de assistência ao país. 

"Se a Grécia chegar rapidamente a um acordo com os seus parceiros, então os fundos de que dispomos são suficientes para garantir uma almofada até acedermos aos mercados financeiros", disse durante a conferência. 

Estas declarações ocorrem algumas horas depois de o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se felicitar, ao início da tarde, do regresso a "um processo normal" nas negociações entre Atenas e a União Europeia sobre a assistência financeira à Grécia, o que abre, na sua perspetiva, a via a uma resolução "favorável" às duas partes. 

"Tenho de reconhecer que estava muito pessimista nas últimas semanas, porque não havia progressos, mas regressámos a um processo normal", afirmou Juncker, ao falar durante uma sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas. 

A Grécia e os seus parceiros europeus, em particular a Alemanha, têm-se empenhado, desde a cimeira europeia de 19 e 20 março, em renovar o diálogo, após semanas de braço-de-ferro que fizeram surgir a ameaça de uma saída da Grécia da Zona Euro. 

Mas, no fundo, os credores do país, com a Alemanha à cabeça, continuam à espera de compromissos com mudanças concretas para desbloquearem uma última fatia, de 7,2 mil milhões de euros, dos 240 mil milhões que já foram aprovados desde 2010.

Lusa
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