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"É natural" interesse do Japão por privatizações em Portugal, diz Pires de Lima

O ministro da Economia português considerou hoje que é natural que empresas do Japão se interessem pelas privatizações em curso em Portugal, designadamente da CP Carga e da EMEF, aprovadas na semana passada em Conselho de Ministros.

António Pires de Lima, ministro da Economia (LUSA/ ARQUIVO)

António Pires de Lima, ministro da Economia (LUSA/ ARQUIVO)

LUSA

"O Governo tem dois projetos de privatização em curso, a TAP e as concessões de transportes em Lisboa, acabou de aprovar no Conselho de Ministros de quinta-feira a privatização de mais duas empresas muito ligadas à engenharia e aos transportes, a EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário) e a CP Carga, e é natural que empresas de todo o mundo, e também do Japão, se possam interessar por estas privatizações", afirmou António Pires de Lima, em declarações aos jornalistas.

 

Questionado especificamente sobre a TAP, Pires de Lima respondeu que "não houve nenhuma abordagem específica em relação a nenhuma empresa em concreto".

 

O ministro da Economia falava aos jornalistas depois de o chefe do Governo, Pedro Passos Coelho, ter afirmado hoje, durante um pequeno-almoço de trabalho com empresários japoneses, que as privatizações oferecem "oportunidades de investimento", nomeadamente nos transportes.

 

"As privatizações, o desenvolvimento do nosso setor dos transportes, na área dos portos, na área da ferrovia, são seguramente possibilidades que apresentámos aos grandes grupos japoneses e que demonstraram algum interesse específico no desenvolvimento logístico, no desenvolvimento dos nossos portos, desenvolvimento da nossa área de transportes em Portugal", afirmou Pires de Lima.

 

O ministro da Economia sublinhou que já existem "níveis de investimento [estrangeiro] relevantes em Portugal, na área das águas, da energia, energia solar, da agroindústria", nomeadamente da exportação de produtos de tomate.

 

"Pude constatar que alguns destes grupos estão a iniciar a distribuição de produtos portugueses de nicho, que são percecionados como de muita qualidade, como é o caso do azeite ou de vários vinhos portugueses que começam a chegar ao Japão", declarou.

 

O ministro da Economia sublinhou que "esta diplomacia económica ajuda muito a que Portugal se situe no radar do investimento" japonês".

 

"Os grupos japoneses têm muito capital, que nós precisamos em Portugal", vincou Pires de Lima, referindo que as empresas japonesas olham para Portugal também como parceiros para entrarem em "mercados emergentes, como o de Angola ou de Moçambique".

 

O primeiro-ministro e a sua comitiva cumprem hoje o segundo dia de uma visita de três dias ao Japão, a convite do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, na primeira ocasião em que um líder de executivo nipónico se deslocou a Portugal.

 

Acompanham o primeiro-ministro na viagem o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, o ministro da Economia, António Pires de Lima, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, e o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade.

 

 Lusa

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