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Juros da dívida de Portugal a descer a dois anos para mínimos de sempre

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a cair a dois anos para mínimos de sempre e a subir a cinco e dez anos em relação a sexta-feira.       

Francisco Seco

Hoje, cerca das 08:30 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 1,774%, contra 1,758% na sexta-feira. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março.                       


Os juros a cinco anos também estavam a subir, para 1,017%, contra 0,999% na sexta-feira, enquanto o mínimo de sempre, de 0,823%, foi registado a 12 de março.


Em sentido contrário, os juros a dois anos estavam a cair para 0,084%, um mínimo de sempre, contra 0,097% na sexta-feira. 


A 09 de março passado, o Banco Central Europeu (BCE) arrancou com um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar.        


Os efeitos do programa fizeram sentir-se por antecipação há várias semanas nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.   


A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.


O programa de ajustamento solicitado por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo 
Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.


Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a cinco anos e a subir a dez anos, enquanto os de Itália estavam a cair em todos os prazos e os de Espanha estavam a subir a dois anos, estáveis a cinco anos e a cair a dez anos.  


Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a cair a cinco anos e a subir a dez anos, para valores em torno dos 15,8% e de 11%, respetivamente.


Lusa
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