sicnot

Perfil

Economia

Paul Krugman refere-se à morte de José Silva Lopes como uma triste notícia

"Tristes notícias", foi assim que o economista norte-americano e prémio Nobel da Economia Paul Krugman começou um texto, que colocou no seu blogue, sobre a morte de José da Silva Lopes. 

© Brendan McDermid / Reuters

"Conheci Silva Lopes em 1976, quando integrei um grupo de estudantes do MIT, que passou o verão a trabalhar no Banco de Portugal, do qual era governador na altura", recorda Krugman.

"Trabalhar com Silva Lopes foi um dos principais acontecimentos" da estada em Portugal, acrescentou. 

No seu texto, que intitulou "José da Silva Lopes RIP" (iniciais de "Descanse em Paz", em inglês e latim), Krugman descreve Silva Lopes como "um economista e governante português que desempenhou um papel crucial na condução do seu país para a comunidade da Europa democrática". 

Vista a estadia em 1976 com os olhos de agora, Krugman admite que então Silva Lopes deve ter ficado "horrorizado ao tentar lidar com estudantes grosseiros, ao mesmo tempo que procurava enfrentar o caos de um sistema político instável, que o continua a ser, mas mostrando um bom humor e uma inteligência inesgotável". 

Depois de recordar vários episódios divertidos, passados com Silva Lopes em 1976, Krugman confessa ter-se sentido "honrado e encantado" por o ter revisto quando foi doutorado por três universidades lisboetas, em 2012, altura em que ouviu o seu discurso: "Se o lerem, verão que foi tão profundo, e bem-humorado, como sempre".

O Prémio Nobel considerou que "o mundo perdeu um grande, bom e incrivelmente amável homem". 

Ministro das Finanças, governador do Banco de Portugal, administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BERD), representante de Portugal junto do Banco Mundial ou presidente do Conselho Económico e Social foram alguns dos cargos desempenhados por Silva Lopes.




Lusa
  • Acordo de concertação social assinado por todos os parceiros

    Economia

    Está assinado o acordo da Concertação Social que estipula a descida da TSU para as empresas como contrapartida do aumento do salário mínimo. Ao contrário do que é habitual, o momento não foi assinalado na sede do Conselho Económico e Social (CES), mas as assinaturas foram divulgadas no Twitter.

  • Oposição diz que défice abaixo dos 2,3% se deve ao aumento de impostos
    2:24

    Economia

    O défice de 2016 vai ficar abaixo dos 2,3%, uma garantia dada pelo primeiro-ministro durante o debate quinzenal desta terça-feira. A oposição diz que o resultado é bom para o país mas que se deve a um aumento de impostos, feito pelo Governo no ano passado, e ao trabalho do PSD e do CDS nos anos anteriores.