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Circulação ferroviária normalizada após greve dos revisores da CP

A circulação ferroviária encontra-se normalizada em todo o país, apesar de terem sido suprimidos quatro comboios até às 8:00 de hoje, resultado da greve na CP que terminou às 24:00 de segunda-feira, disse à Lusa fonte da empresa.

A CP prevê perturbações na circulação de comboios nos próximos dias, já que, além dos dois dias de greve dos revisores, vai também haver uma paralisação ao trabalho extraordinário, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor. Um protesto contra a redução do pagamento do valor pago nos feriados. (Arquivo)

A CP prevê perturbações na circulação de comboios nos próximos dias, já que, além dos dois dias de greve dos revisores, vai também haver uma paralisação ao trabalho extraordinário, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor. Um protesto contra a redução do pagamento do valor pago nos feriados. (Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

"Até às 8:00 da manhã de hoje só foram suprimidos três comboios urbanos em Lisboa e um regional, ainda efeitos da greve", segundo disse à Lusa a porta-voz da CP - Comboios de Portugal, Ana Portela.

De acordo com Ana Portela, dos 261 comboios previstos para circularem até às 8:00 de hoje, só quatro é que não estiveram ao serviço.

A greve convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial e Itinerante (SFRCI) para reclamar o cumprimento da decisão dos tribunais relativa ao pagamento dos complementos nos subsídios desde 1996, teve uma percentagem de viagens anuladas de 80 e os 90% na quinta e na sexta-feira, enquanto na segunda cumpriu-se a "expectativa de 90% de supressões a nível nacional", segundo o sindicato.

Fonte sindical revelou à Lusa a "adesão total" dos associados do SFRCI, que inclui os funcionários das bilheteiras e os revisores, embora tenha havido "poucos" funcionários não sindicalizados a trabalhar durante o dia de segunda-feira.

O presidente do SFRCI, Luís Bravo, explicou à Lusa que a CP foi condenada, em várias instâncias, a restituir os complementos que não foram pagos aos trabalhadores no subsídio de férias desde 1996 e no subsídio de Natal entre 1996 e 2003, estimando uma dívida de cerca de dez milhões de euros aos revisores e trabalhadores das bilheteiras.

Além dos revisores, a circulação dos comboios da CP no fim de semana de Páscoa foi afetada pela greve ao trabalho em dia feriado do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF). 

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