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Trabalhadores da Carris estão hoje em greve

Trabalhadores da rodoviária Carris, que opera na Grande Lisboa, estão hoje a cumprir uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa, atualmente em concurso público.

(Lusa/Arquivo)

(Lusa/Arquivo)

LUSA

Na quinta-feira à tarde, a transportadora informou prever alguns reflexos da paralisação na circulação de autocarros já a partir das 22:00 na rede da madrugada.

Na sequência da convocação de serviços mínimos em tribunal arbitral, vão estar em funcionamento, em 50% do regime normal, as carreiras 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz) e 751 (Linda-a-Velha - estação de Campolide), estando também ativo o serviço de transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida.

Em causa está, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (Sitra), "a privatização acelerada que o Governo quer fazer dos transportes na região de Lisboa e na região do Porto, afastando totalmente as autarquias, que são parte interessadíssima neste problema".

Os trabalhadores irão realizar um plenário durante a manhã na estação de Santo Amaro, onde oficialmente se localiza a sede da empresa.

A paralisação foi convocada pelo Sitra, mas teve o acolhimento de outros sindicatos, como confirmou à agência Lusa a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Os trabalhadores da Carris, do Metropolitano de Lisboa, da Transtejo e da Soflusa (responsáveis pelas ligações fluviais no Tejo) anunciaram também a realização, a 22 de abril, em Lisboa, de uma marcha "contra a privatização" daquelas quatro empresas de transportes.

Para hoje estava marcada uma greve no Metropolitano de Lisboa que foi adiada para a próxima sexta-feira, 17 de abril, alteração que Anabela Carvalheira, da Fectrans, justificou com a falta de segurança, já que o Metro teria de funcionar em serviços mínimos decretados na terça-feira pelo tribunal arbitral do Conselho Económico e Social.


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