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BE defende que é tempo de "ajustar contas" com políticas de austeridade

A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE) questionou hoje que esteja "toda a gente" a falar das presidenciais e defendeu que é tempo de "ajustar contas" com os resultados das políticas de austeridade do Governo PSD/CDS. 

PAULO NOVAIS

Num comício em Braga, Catarina Martins disse que já é altura de "ajustar contas" com os resultados da austeridade dos últimos anos que aumentaram a dívida pública, levaram a economia e a agricultura a "perder" importância na economia do país e beneficiaram a alta finança.

"Estamos a fazer um balanço da austeridade e há quem esteja a tentar fugir muito a este debate", acusou Catarina Martins, no comício em Braga, após uma arruada pelas ruas da cidade.

A dirigente bloquista afirmou compreender que a questão das presidenciais "é muito importante" porque quem tem Cavaco Silva como presidente da República "já percebeu" como é "péssimo" ter um "mau presidente".

"Vejam bem que no mês em que se sabe que o desemprego continua a subir e que o desemprego jovem está já em mais de 35%, sem contar com todos os malabarismo do Governo para tirar pessoas dos números do desemprego. Já repararam que toda a gente está a falar das presidenciais em vez de falar das legislativas, que são bem antes, e das escolhas de Governo que temos para fazer", questionou.

No entanto, para a porta-voz bloquista até há uma explicação com a preocupação precoce com as presidenciais de 2016. "Bem sabemos que quem tem Cavaco Silva na Presidência da República já percebeu que a questão das presidenciais é muito importante porque ter um mau presidente é péssimo para o país", disse. 

Segundo Catarina Martins, a discussão deveria ser outra pelo que, apontou, "está na altura de ajustar contas" com os resultados da austeridade.

"Diziam que austeridade servia para haver uma nova economia no país, que era preciso indústria, bens transacionáveis. Bem, depois destes anos sabem quais são os setores que perderam mais importância na riqueza do país? A indústria e a agricultura", referiu. 

Depois, pôs uma nova pergunta e à qual respondeu. "Sabem qual foi o setor que ganhou mais peso na riqueza do país? A alta finança", disse.

Por isso, concluiu, a austeridade falhou com o que havia sido prometido, dado que, disse, os problemas do país são hoje "ainda maiores". 


Lusa

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