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Carga das deduções nos salários em Portugal subiu 3,9 pontos em 14 anos

A carga da tributação e despesas sociais nos salários médios subiu 3,9 pontos percentuais em Portugal e desceu em média 0,7 pontos percentuais na OCDE entre 2000 e 2014, segundo um estudo da organização divulgado esta terça-feira.  

(Reuters/ Arquivo)

Segundo o estudo da OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico) de 2015 sobre a tributação dos salários, a carga da tributação e despesas sociais nos salários médios de trabalhadores solteiros e sem filhos subiu 3,9 pontos percentuais entre 2000 e 2014, tendo passado de 37,3% para 41,2%. 

No mesmo período, a carga média da tributação e despesas sociais na OCDE diminuiu 0,7 pontos percentuais, tendo passado de 36,7% para 36%. 

O estudo precisa ainda que desde 2009 a carga da tributação e deduções nos salários de um trabalhador solteiro e sem filhos aumentou em média 4,7 pontos percentuais em Portugal, mas apenas 0,9 pontos percentuais no conjunto da OCDE. 

Em Portugal os impostos sobre o rendimento e as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social são representativos de 78% do rendimento bruto total, contra 77% na OCDE. 

No seio da OCDE, por ordem decrescente, Portugal ocupa a 11ª posição da carga da tributação e despesas sociais nos salários médios de trabalhadores solteiros sem filhos. 

O peso da tributação nos salários, ou seja dos impostos e cotizações sociais que as empresas pagam mas que os trabalhadores não recebem, foi em média 36% dos custos laborais nos 34 da OCDE em 2014, mais 0,1 pontos percentuais do que em 2013, ainda que com grandes diferenças no seio da organização.

Em 2014, este peso da tributação superou 50% do que as empresas pagaram aos seus empregados na Bélgica (55,6%) e foi apenas 7% no Chile, tendo ocupado Portugal a 11ª posição com 41,2%.

Lusa
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