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FMI revê crescimento português em alta

O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a economia portuguesa cresça 1,6% este ano e 1,5% no próximo, previsões mais otimistas do que as apresentadas no final do ano passado, segundo as estimativas hoje publicadas.  

Reuters

De acordo com o 'World Economic Outlook', hoje publicado, o Fundo antecipa que, depois de Portugal ter crescido 0,9% em 2014, a economia acelere o ritmo de crescimento para os 1,6% este ano e para os 1,5% em 2016.

Em novembro do ano passado, quando concluiu a primeira monitorização pós-programa, a instituição liderada por Christine Lagarde previu um crescimento mais modesto tanto para 2015 como para 2016, de 1,2% e de 1,3%, respetivamente.

O FMI prevê ainda que a taxa de desemprego em Portugal seja de 13,1% este ano e de 12,6% em 2016, uma projeção que é também mais otimista do que a apresentada no 'World Economic Outlook' de 2014, em que estimava que a taxa de desemprego fosse de 13,5% em 2015.

No relatório de hoje, o Fundo apresenta também previsões para a inflação, antecipando que a taxa fique nos 0,6% este ano e nos 1,3% em 2016, e para as contas externas, estimando que as contas de Portugal com o estrangeiro atinjam os 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e os 1% do PIB no próximo ano.

Nas últimas previsões apresentadas pelo Governo para este ano, conhecidas em outubro de 2014 aquando da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2015, o Executivo apontava para um crescimento de 1,5% este ano.

Quanto às previsões para 2016, o Governo antecipou no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), apresentado em abril do ano passado, que a economia portuguesa deveria crescer 1,7% no próximo ano.

De acordo com o calendário do semestre europeu, o Governo tem de enviar este mês para Bruxelas o programa nacional de reformas, um documento que os Estados-Membros detalham as medidas com que pretendem alcançar um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, e o plano de estabilidade, em que apresentam a estratégia para garantir finanças públicas sólidas.


Lusa
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