sicnot

Perfil

Economia

Livro do líder do PODEMOS acusa Durão Barroso pela crise em Portugal

O ex-primeiro-ministro Durão Barroso foi o "arquiteto do desastre" económico português, acusa Pablo Iglesias, líder do partido espanhol PODEMOS, no livro "Disputar a Democracia" que vai ser lançado em Portugal.  

© Jon Nazca / Reuters

Para Iglesias, a nomeação do "anfitrião" da Cimeira dos Açores (março de 2003), "o antigo maoísta Durão Barroso", como presidente da Comissão revelou a submissão europeia aos Estados Unidos e a humilhação de todos aqueles que disseram que o "anti-belicismo retórico" durante os ataques do Iraque era a base da identidade europeia.

O líder do PODEMOS refere (página 154) que "o arquiteto do desastre económico português (Durão Barroso) foi proposto pelo 'pacifista Blair' em 2004", acrescentando que, o "recém-nomeado" foi de férias no iate do armador grego Spiro Latsis, que pouco depois receberia uma ajuda de 10 milhões de euros aprovados pela Comissão Europeia.

No livro, que vai ser lançado na sexta-feira, Iglesias refere-se à invasão do Iraque para exemplificar o que considera ser a "dependência europeia" em relação aos Estados Unidos, sobretudo em matérias económicas e financeiras.

O político espanhol recorda que, na sequência da crise bancária e do mercado imobiliário norte-americano, desde 2006, milhares de pessoas em Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha perderam empregos e foram desalojados das casas onde viviam por não poderem garantir o pagamento das hipotecas.

"O que basicamente aconteceu é que se deslocou a carga da crise dos bancos para os cidadãos", sublinha Pablo Iglesias que critica os governos europeus pelo desmantelamento do Estado Social. 

"Os resultados das políticas de austeridade em Espanha, são assustadores. Em finais de 2013 havia mais de seis milhões de desempregados, dos quais mais de um terço não recebe nenhum tipo de prestação", escreve Iglesias, referindo-se igualmente ao aumento da emigração entre os jovens licenciados e a situações de fome em Espanha.

 As posições da Alemanha - país que defende a austeridade nos países do sul da Europa - são igualmente criticadas por Pablo Iglesias, considerando que os ataques contra o Estado Social são a forma que Berlim encontrou para proteger a vantagem exportadora e a base industrial.

Em Espanha, o PODEMOS ataca o "golpismo brando" dos conservadores do Partido Popular e dos socialistas do PSOE, que através da reforma constitucional de 2011 revelaram que partilham o mesmo projeto político, sobretudo em questões europeias e orçamentais.

"Os necessários acordos entre os dois grandes partidos do regime político espanhol revelam que o regime está em crise e que uma das suas vítimas, como ocorreu na Grécia pode ser a social-democracia" (página 171), escreve Iglesias.

Professor universitário, político, escritor, apresentador e comentador de televisão, Iglesias, 37 anos, foi eleito eurodeputado em 2014 pelo PODEMOS sendo atualmente o secretário-geral do partido que reclama ser "alternativa" ao estado da política espanhola.

No livro, o dirigente analisa a história contemporânea espanhola e europeia; as causas da crise financeira; as soluções para a criação de uma nova ideologia e assume-se como "enfant terrible".

O primeiro momento histórico a que se refere no texto é o discurso de Robespierre na Convenção Nacional de fevereiro de 1794: "a democracia é um Estado em que o povo soberano, guiado por leis que são obra sua, atua por si mesmo sempre que lhe for possível, e pelos seus delegados, quando não pode atuar por si mesmo".   

O livro "Disputar a Democracia- Política para tempos de crise", (Bertrand Editora, 221 páginas) chega as livrarias portuguesas no dia 17 de abril.









Lusa
  • Drone inglês evita execução do Daesh na Síria
    2:08

    Mundo

    A Força Aérea britânica divulgou esta terça-feira um vídeo que mostra um drone a parar uma execução pública que estaria prestes a acontecer às mãos do Daesh, na Síria. As imagens, apesar de cortadas pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, mostram várias pessoas na rua, uma explosão e, depois, a fuga.

  • Atrás das Câmaras em Fátima
    2:48
  • Como fazer negócios no mercado dos leilões
    7:15
  • PS quer reconquistar poder em Vila Viçosa
    2:06

    Autárquicas 2017

    Ana Catarina Mendes insistiu na ideia de que o PSD escolheu um modo perigoso de fazer campanha, ao insistir nas críticas à lei da imigração. Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, esteve esta quarta-feira em campanha no distrito de Évora.

  • Troca de argumentos entre Medina e Cristas marca campanha em Lisboa
    2:34

    Autárquicas 2017

    Esta quarta-feira o dia de campanha em Lisboa ficou marcado por uma troca de argumentos entre Fernando Medina e Assunção Cristas. O atual presidente da Câmara acusa a candidata do CDS de não respeitar os lisboetas por admitir que pode não exercer o cargo de vereadora até ao fim do mandato. Já Assunção Cristas garante que se for eleita cumpre o mandato até ao fim.

  • "Não toleramos ameaças de ninguém"
    2:13
  • Número de tartarugas marinhas está a aumentar

    Mundo

    O número de tartarugas marinhas está a crescer, levando investigadores a considerar que os esforços para salvar estes animais são uma "história de sucesso da conservação global", indica um estudo divulgado esta quarta-feira.

  • Tubarões vivem mais tempo do que se pensava

    Mundo

    Uma revisão de dados sobre avaliação da idade dos tubarões revela que muitas espécies têm maior longevidade do que se pensava, o que poderá obrigar a uma revisão dos planos de conservação das mais ameaçadas.

  • Como mudar um templo com 135 anos e 2 mil toneladas... de lugar

    Mundo

    Um templo budista do século XIX é um dos mais populares em Xangai, na China. Visitado diariamente por milhares de pessoas, precisava de ser relocalizado para evitar que uma tragédia acontecesse. E mesmo pesando cerca de duas mil toneladas, a missão acabou por se provar possível.

  • Casal morre com horas de diferença depois de 75 anos de casamento

    Mundo

    George e Jean Spear morreram no passado dia 15 de setembro, no hospital de Queensway Carleton, em Ottawa (Canadá), depois de terem celebrado 75 anos de casamento em agosto. A britânica de 94 anos conheceu o candaniano em 1941, num salão de bailes, em Londres. George Spear servia as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial.

    SIC