sicnot

Perfil

Economia

Globalia desiste de comprar TAP devido à elevada dívida

A Air Europa, companhia aérea detida pelo grupo espanhol Globalia, desistiu de comprar a TAP, devido à elevada dívida da transportadora portuguesa e à impossibilidade de geri-la com "critérios privados".

© Paulo Whitaker / Reuters

A dívida do Grupo TAP, que inclui a companhia aérea, uma unidade de manutenção e engenharia no Brasil e uma empresa de gestão de carga e bagagens, atingiu os 1.060 milhões de euros em 2014, um valor estável em relação ao ano anterior.


O presidente da Globalia, Juan José Hidalgo, citado hoje pela agência espanhola Efe, disse que o grupo "desistiu" da ideia de adquirir a TAP - avaliada em 1.200 milhões de euros - , acrescentando o motivo: "Não se pode comprar uma empresa com tanto endividamento que não possas sanear e gerir tu".


O processo de privatização da TAP prevê a alienação de ações representativas de até 66% do capital social da TAP SGPS (61% na modalidade de venda direta de referência, a um ou mais investidores nacionais ou estrangeiros, e 5% por aquisição por parte dos trabalhadores).


Além do grupo espanhol Globalia, têm sido apontados como interessados na compra da TAP o empresário português Miguel Pais do Amaral, o empresário Gérman Efromovich e as companhias brasileiras Azul e Gol.


O grupo espanhol, dono da Air Europa, foi até 2008 sócio da TAP no negócio do 'handling' (assistência em terra nos aeroportos).


Lusa
  • BE acusa direita de bloquear atual comissão à CGD
    1:37

    Caso CGD

    O Bloco de Esquerda acusa a oposição de estar a fazer tudo para impedir as conclusões da comissão de inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos que está em curso. Numa altura em que PSD e CDS já entregaram o requerimento para avançar com uma segunda comissão, Catarina Martins defende que ainda há muita coisa por apurar sobre o processo de recapitalização do banco público.

  • Visita de Costa a Angola pode estar em risco
    2:26

    País

    A visita de António Costa a Luanda poderá estar em risco devido à acusação da justiça portuguesa contra o vice-Presidente de Angola. O jornal Expresso avança que o comunicado com a reação dura do Governo angolano é apenas o primeiro passo e que pode até estar a ser preparado um conjunto de medidas contra Portugal. Para já, o primeiro-ministro português desvaloriza a ameaça e mantém a visita marcada para a primavera.