sicnot

Perfil

Economia

Sindicato acusa Fernando Pinto de querer "confundir e iludir" os pilotos

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) acusou hoje o presidente da TAP de querer "confundir e iludir os pilotos" ao imputar-lhes, "de um modo absurdo, a responsabilidade pelas consequências de atos praticados pela administração da empresa". 

Lusa

"Esta comunicação visa confundir e iludir os pilotos sobre o que está agora verdadeiramente em causa e imputar-lhes, de um modo absurdo, a responsabilidade pelas consequências de atos praticados pela administração da empresa, configurando uma preocupante manifestação de irresponsabilidade", lê-se na resposta do SPAC à carta enviada por Fernando Pinto aos pilotos. 

Os pilotos da TAP reúnem-se hoje em assembleia-geral para discutir o acordo assinado em dezembro com o Governo, estando em cima da mesa a possibilidade de uma nova greve, a um mês da entrega de propostas à compra do grupo. 

Na carta enviada na terça-feira, Fernando Pinto acusou o SPAC de invocar "acordos" inexistentes, distorcendo ou omitindo factos, garantindo que "a TAP cumpriu rigorosamente a sua parte do compromisso assumido quanto à negociação dos domínios do Acordo de Empresa". 

Hoje os pilotos reafirmam que ainda não foi reposto o vencimento de senioridade -- que representa 1,5% do vencimento base por ano -, reposição com a qual, argumentam, "o Governo concordou expressamente [...] no processo negocial". 

"Agora e sem nenhum fundamento inteligível, o Governo e a TAP vêm negar a aplicação do Acordo de Empresa que se comprometeram a repor e a salvaguardar, com os objetivos de valorizarem artificialmente a empresa perante os potenciais investidores, de encobrirem os prejuízos exorbitantes que os gestores infligiram à TAP e de aumentarem os lucros dos investidores e os prémios dos mesmos gestores", defende o SPAC. 

No mesmo comunicado, enviado duas horas antes do início da assembleia-geral, o SPAC recorda que "o Governo também não pretende cumprir com o acordo de 1999, sob um falso pretexto".

"A TAP e o Governo procuram confundir a matéria processual da negociação com a sua substância para demoverem a reação dos pilotos perante as perdas colossais que lhes pretendem impor", considera. 

No final da carta aos pilotos, Fernando Pinto recorda os "efeitos devastadores" da instabilidade laboral nos últimos meses de 2014 "nos resultados e na imagem das empresas do grupo", considerando que, se avançar para a greve, "o SPAC coloca em causa tudo o que de positivo foi entretanto alcançado, em especial todas as garantias consagradas no quadro do futuro da TAP".

Neste contexto, a estrutura sindical acusa a administração e o Governo de pretenderem "encobrir e eximir-se das graves responsabilidades que lhes cabem na degradação da imagem da empresa, nos seus prejuízos e na sua posição financeira". 

Lusa
  • Depois do Fogo
    23:30

    Reportagem Especial

    Foi o incêndio mais mortífero de que há memória. No dia 17 de junho, as chamas apanharam desprevenidos moradores de vários concelhos e fizeram pelo menos 64 mortos. O incêndio prolongou-se durante vários dias deixando um rasto de histórias de perda e de sobrevivência, mas também de solidariedade de um sem número de pessoas anónimas.

  • "A menina agora volta para casa. Nós não." 

    Foi o desabafo do Cesário que me fez escrever qualquer coisa sobre o que vivi na última semana. Eram dez e pouco da noite, tinha acabado a vigília de homenagem às vítimas em Figueiró dos Vinhos e ele ainda tinha na mão um balão branco que àquela hora já só estava meio cheio. Era o último dia de uma longa e dura jornada de trabalho e estávamos a arrumar as coisas para no dia seguinte regressarmos a Lisboa.

    Débora Henriques

  • Pagar IMI a prestações e um Documento Único Automóvel mais pequeno

    País

    O programa Simplex + 2017 é apresentado hoje à tarde e recebeu mais de 250 propostas de cidadãos ao longo dos últimos meses. As novas medidas preveem o pagamento em prestações do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a criação de um simulador de custos da Justiça, que devem estar em vigor no próximo ano.

  • "A culpa morre sozinha?"
    0:41

    Opinião

    Luís Marques Mendes não acredita que o Ministério Público não formule uma acusação de homicídio por negligência e que não haja demissões na sequência do incêndio de Pedrógão Grande. O comentador da SIC debateu o tema este domingo no Jornal da Noite da SIC.

    Luís Marques Mendes

  • Cinco anos depois do incêndio na Serra do Caldeirão
    5:24

    País

    Pedrógão Grande fez reviver o drama vivido pelas gentes da Serra do Caldeirão no verão de 2012. Falta de bombeiros, moradores retirados à força, casas e floresta destruídas são semelhanças que encontram nestes dramas separados por cinco anos.

  • Novo avião da TAP com pintura retro
    0:36

    Economia

    O novo avião da TAP chama-se "Portugal", tem uma pintura retro e vai sobrevoar os céus do pais a partir desta segunda-feira. A companhia aérea explica que o nome e a pintura são uma forma de homenagear a ligação histórica entre a empresa e o país.