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Greve dos ferroviários parou 326 comboios em 582 até ao meio dia

A greve dos trabalhadores da CP e da Refer para contestar a política do Governo para o setor ferroviário parou 326 dos 582 comboios programados até ao meio dia, tendo-se realizado 44% da operação, segundo fonte oficial da CP. 

A CP prevê perturbações na circulação de comboios nos próximos dias, já que, além dos dois dias de greve dos revisores, vai também haver uma paralisação ao trabalho extraordinário, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor. Um protesto contra a redução do pagamento do valor pago nos feriados. (Arquivo)

A CP prevê perturbações na circulação de comboios nos próximos dias, já que, além dos dois dias de greve dos revisores, vai também haver uma paralisação ao trabalho extraordinário, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor. Um protesto contra a redução do pagamento do valor pago nos feriados. (Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

Segundo fonte oficial da CP, Comboios de Portugal, até ao meio dia realizaram-se 256 comboios, dos 582 programados até à mesma hora, o que representa 44% da operação, o que representa mais do que os serviços mínimos decididos pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social. 

Dos 256 comboios realizados, apenas 177 estavam abrangidos pelos serviços mínimos, acrescentou a mesma fonte. 

"A CP, nesta situação de uma greve do setor ferroviário e que foi declarada por razões que escapam ao domínio da empresa, tem feito o esforço para dentro das condicionantes existentes realizar o maior número de comboios possíveis", adiantou fonte oficial da transportadora, pedindo desculpa "aos clientes pelos incómodos causados, embora sejam alheios à empresa". 

A greve de hoje abrange trabalhadores de cinco empresas -- CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP. 

Há uma semana, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da EP e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 1 de maio ou a 1 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República. 

Antes o Governo tinha aprovado os processos de privatização da CP Carga e da EMEF, que deverão estar concluídos até ao final da legislatura, depois de um longo processo negocial com Bruxelas sobre as ajudas do Estado às duas empresas. 

Lusa
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