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Ministro da Economia surpreendido apela a pilotos da TAP para reconsiderarem greve

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou hoje estar "surpreendido com a greve" de 10 dias dos pilotos da TAP, que considerou inexplicável, e apelou ao sindicato para reconsider a decisão.

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"É evidente que estou surpreendido. Não esperávamos esta posição do sindicato dos pilotos, que contraria aquilo que foi escrito e assinado pelos representantes dos sindicatos dos pilotos na última semana de 2014", afirmou o ministro, em declarações no programa Grande Entrevista, da RTP Informação, em relação à decisão, hoje, do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) de marcar uma greve de 10 dias, a começar a 01 de maio.

A paralisação foi decidida numa assembleia, que contou com a participação de cerca de 500 pilotos da TAP, que mandataram a direção do seu sindicato para emitir um pré-aviso de greve dentro de um dia.

Em causa, estão as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de até 20% do capital da companhia aérea, aquando da sua privatização, que deverá estar concluída até ao final deste trimestre, como anunciou o ministro da Economia na entrevista à RTP. 

"Acredita que se tivéssemos acordado ceder 20% e repor diuturnidades com efeitos retroativos isso não tivesse ficado escrito no acordo?", questionou Pires de Lima.

Segundo o ministro, na reunião com os sindicatos foi por si explicado que haviam duas condições que não eram negociáveis: "A primeira era a privatização da empresa e a segunda era a cedência de até 20% do capital da TAP aos pilotos".

Para Pires de Lima, quando as coisas são simples "explicam-se em dois pontos e dois parágrafos", comentando assim o comunicado emitido pelo SPAC após a decisão da greve e que destaca 30 pontos.

"Há alguém que acredite que o Governo se tenha comprometido a vender entre 10 e 20% da empresa aos pilotos e isso não tenha ficado escrito no acordo", insistiu o Pires de Lima.

O ministro disse também que "não é passível de negociar aquela condição" e que o Governo "não está disponível para reabrir uma negociação que foi acordada e foi deixada a escrito por nove sindicatos, incluíndo o dos pilotos, administração da TAP e Governo no passado mês de novembro".

"O acordo que nós assinamos é um acordo para cumprir e nesse sentido deixo aqui um apelo aos pilotos para que reconsiderem", afirmou Pires de Lima, vincando: "o acordo que assinámos é para cumprir o o Governo vai cumprir com todo o zelo o que assinou. Quero acreditar que o que foi acordado por palavra e assinado vai ser cumprido".

Questionado sobre uma explicação para a greve hoje convocada, Pires da Lima respondeu que "é "inexplicável".

"A única explicação que eu encontro é que os pilotos, no limite do 'timing' da privatização, pretendem colocar o Governo e os portugueses sob uma espécie de ameaça, de forma a procurar bloquear essa privatização", sublinhou.

Os candidatos à compra do grupo TAP têm que entregar as propostas vinculativas até às 17:00 de 15 de maio. 

"Espero que os pilotos reconsiderem a posição que hoje anunciaram, porque se esta greve se realizar, afeta muitíssimo a vida económica da TAP, a sustentabilidade da companhia, e a TAP precisa de demonstrar vitalidade e coesão numa altura como esta para a vida da empresa", declarou.

Lusa
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