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BE questiona Governo sobre despedimento coletivo de 49 trabalhadores da Parvalorem

O BE questionou hoje o Ministério das Finanças sobre o despedimento coletivo de 49 trabalhadores da Parvalorem, organismo estatal criado para recuperar créditos do antigo BPN, e sobre o envolvimento da sociedade de advogados Morais Leitão.

Em declarações à agência Lusa, a deputada bloquista Mariana Mortágua adiantou que a decisão de despedimento coletivo foi comunicada esta tarde aos trabalhadores da Parvalorem e que entre eles está o presidente da comissão de trabalhadores.

A deputada do BE, que reuniu esta manhã com a comissão de trabalhadores da Parvalorem, disse que "todas as semanas há emails da administração" da empresa com "ameaças de despedimento", num "ambiente de tortura psicológica".

"Estes trabalhadores foram transferidos [do BPN, em 2011] sem qualquer consentimento e questionaram judicialmente essa decisão, em processos contra o Estado que ainda estão em curso e que têm sido adiados consecutivamente", acrescentou.

Mariana Mortágua referiu ainda que o Estado criou a Parvalorem para recuperar créditos do BPN, mas que a maior parte da atividade foi adjudicada a entidades privadas e defendeu que o Governo tem de esclarecer o envolvimento da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, alegadamente representante da Parvalorem, do Estado e do BIC, que comprou o antigo banco português.

A deputada bloquista afirmou que esta sociedade de advogados terá sido escolhida em detrimento da Cuatrecasas Gonçalves Pereira, que alegadamente tinha uma posição contrária ao processo de transferência de trabalhadores.

As duas perguntas sobre o despedimento coletivo de 49 trabalhadores e a contratação da Morais Leitão por diversas entidades foram enviadas esta tarde para o Ministério das Finanças.

A Parvalorem foi criada em 2010 para gerir a carteira de créditos adquiridos no âmbito do processo de reprivatização do BPN.

Lusa
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