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CDS-PP diz que greve na TAP pode acabar com a empresa

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu hoje que a greve na TAP "pode acabar com uma empresa de referência", apelou aos pilotos que reconsiderem a paralisação e afirmou que "há um limite para a irresponsabilidade".

No debate quinzenal, no parlamento, o presidente da bancada centrista fez um apelo aos pilotos, para que, "em nome da TAP, em nome da economia nacional, reconsiderem esta decisão que, em última análise, pode acabar com uma empresa de referência".

"Há um limite para a irresponsabilidade, há um limite para o egoísmo", disse.

"A TAP é uma empresa prestigiada, embora saibamos que com dificuldades. Foi convocada uma greve de 10 dias num só mês. Isto vai afetar o turismo, a economia portuguesa, os passageiros, mas também, e se calhar sobretudo, a própria empresa", declarou.

De acordo com Nuno Magalhães, "os pilotos sabem que as reivindicações não estão no acordo que assinaram há meses, há poucos meses".

"Estamos do lado daqueles que querem resolver o problema, não estamos do lado daqueles que querem criar ainda mais problemas", afirmou.

Nuno Magalhães começou por se referir ao Programa de Estabilidade anunciado pelo Governo na quinta-feira, declarando que o executivo "decretou a certidão de óbito da sobretaxa do IRS", que terminará em 2019.

"Está faseado, é realista, é o que podemos", defendeu, reiterando ainda defesa da "redução da despesa do Estado".

Sobre a reforma do sistema de pensões, que, segundo o Governo, envolve um corte de 600 milhões de euros, Nuno Magalhães reiterou que é uma reforma que "é necessário fazer" e que "o que se esperaria do PS" era um "contributo para esse esforço". 

"Vamos ter esperança de que no debate de quarta-feira haja um projeto de resolução com propostas, com alternativas do PS", afirmou.

O líder parlamentar centrista renovou ainda defesa pela descida do IRC, reiterando o argumento do CDS-PP de que "não é uma questão ideológica ou programática", mas uma medida de pragmatismo, para tornar o país mais competitivo e criar emprego.

Lusa

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    Henrique Cymerman

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