sicnot

Perfil

Economia

Trabalhadores de transportes públicos de Lisboa realizam protesto contra privatização

Trabalhadores das transportadoras Carris, Metropolitano de Lisboa, Transtejo e Soflusa vão realizar uma marcha de protesto, na quarta-feira, contra a intenção de privatização das empresas, numa ação apoiada pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e comunicações (Fectrans).

(Arquivo/Reuters)

(Arquivo/Reuters)

© Jose Manuel Ribeiro / Reuters

O coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira, disse à agência Lusa que o objetivo da marcha, marcada para as 10:00, é "mostrar que a privatização que o Governo quer fazer vai aumentar os custos para os utentes e piorar a qualidade dos serviços".

A marcha tem início previsto para o Cais do Sodré, com destino ao Largo de Camões, um percurso no qual o dirigente sindical espera centenas de trabalhadores e utentes.

"Já temos algumas comissões de utentes confirmadas", disse José Manuel Oliveira, adiantando que na Carris foi entregue um pré-aviso de greve para todo o dia de quarta-feira e, por isso, prevê-se constrangimentos no serviço desta empresa.

A empresa indicou hoje que as perturbações deverão ocorrer entre as 03:00 até ao final do último serviço do dia e que estarão em funcionamento, em 50% do regime normal, as carreiras 703 (Charneca - Bairro de Santa Cruz) e 751 (Estação de Campolide - Linda-a-Velha).

"Em total funcionamento estará o serviço de transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida", acrescenta a Carris.

Já para o Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa não se perspetiva qualquer paralisação.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, anunciou no final de fevereiro que a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris deverá estar concluída até ao final de julho.

A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Soflusa, mas esta última ficou fora desta proposta de concessão.







Lusa
  • Marido de idosa que morreu na Sertã teve de caminhar durante duas horas para pedir ajuda
    1:44

    País

    A Altice garantiu esta sexta-feira que tentou agendar, por duas vezes, a reposição da linha telefónica na casa da idosa da Sertã, que morreu na semana passada por não ter comunicações que permitissem um socorro rápido. A mulher sentiu-se mal e o marido teve de caminhar durante duas horas para conseguir chegar à casa do vizinho mais próximo e pedir ajuda.

  • "No meu bairro perguntam-me se a medalha é de ouro e dizem que ma vão roubar e vender"
    4:46
  • Como é que alguém (Rúben Semedo) com tanto pode perder tudo?
    3:05