sicnot

Perfil

Economia

Comerciantes algarvios temem que greve na TAP afete marcação de voos para verão

O presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) alertou esta quarta-feira para os efeitos negativos da greve da TAP na economia regional, sugerindo que pode afetar a marcação de voos para o verão.

Os pilotos da TAP marcaram uma greve de dez dias entre 1 e 10 de maio por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999. (Arquivo)

Os pilotos da TAP marcaram uma greve de dez dias entre 1 e 10 de maio por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999. (Arquivo)

© Paulo Whitaker / Reuters

Os pilotos da TAP marcaram uma greve de dez dias entre 1 e 10 de maio por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, mas tanto o ministro da Economia como a Associação Nacional do Turismo (ANT) já apelaram hoje aos pilotos para que desconvoquem a greve.

"Os reflexos de uma greve na TAP para o Algarve são também de relevo, em particular quando se aproxima a época alta do turismo e uma greve agendada para o início de maio põe em causa não só a confiança no transporte aéreo garantido pela empresa para os dez dias de greve previstos, mas também a confiança nas ligações garantidas pela TAP durante todo o verão", lê-se no comunicado da ACRAL.

Para o presidente daquela associação, Victor Guerreiro, a greve "irá criar problemas à economia, às empresas e aos trabalhadores [na região do Algarve] muito para além do que seria admissível, atenta a relação custo/benefício do protesto", razão pela qual classifica como irresponsável a intenção de paralisação.

"Na nossa região, onde existe a possibilidade da economia equilibrar as contas no verão através do turismo, é francamente preocupante mais esta situação", refere, apelando aos intervenientes no processo de agendamento da greve "para terem em atenção que a defesa dos interesses de uns", mesmo que legítimos, não podem "impor a todos os demais encargos e prejuízos desmedidos".

O responsável associativo sublinha ainda que o protesto gerará "um prejuízo incalculável para a economia nacional, que será infinitamente superior" ao prejuízo estimado para a TAP.

"A sustentabilidade da economia nacional e regional sobejamente sofrida por um longo período de austeridade, depende em muito dos serviços da TAP, a quem se exige - empresa e trabalhadores - a participação no esforço nacional de consolidação da economia e viabilização do futuro", conclui Victor Guerreiro.
Lusa
  • Primeiro-ministro hoje na cidade da Praia 

    País

    O primeiro-ministro, António Costa, está hoje em Cabo Verde para a a IV cimeira bilateral entre Portugal e aquele país africano, aproveitando a passagem pela cidade da Praia para inaugurar a escola portuguesa.

  • Deputados britânicos debatem hoje petição que desvaloriza visita de Donald Trump

    Mundo

    Os deputados britânicos debatem hoje uma petição que reclama que a futura visita de Estado do Presidente norte-americano, Donald Trump, seja reduzida a uma visita oficial, enquanto dezenas de milhares de pessoas se manifestam sobre o mesmo assunto. Dezenas de milhares de pessoas são esperadas hoje nas ruas de várias cidades do Reino Unido, em protestos organizados para coincidir com a discussão no parlamento (na Câmara dos Comuns) de uma petição 'online' que já tem quase dois milhões de subscritores.

  • Portugal sem resposta de Moçambique sobre português desaparecido em Maputo
    1:25

    País

    Portugal tem tentado, sem sucesso, obter respostas das autoridades moçambicanas sobre o rapto de um empresário português há sete meses. De acordo com a notícia avançada este domingo pelo jornal Público, uma carta enviada há duas semanas pelo Presidente da República ao homólogo moçambicano não teve resposta. O Governo de Moçambique tem ignorado pedidos de informação das autoridades portuguesas.

  • Matteo Renzi demite-se da liderança do Partido Democrático

    Mundo

    O antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi demitiu-se hoje da liderança do Partido Democrata (PD), uma decisão que faz parte de uma estratégia para retomar o controlo da formação de centro-esquerda, onde uma minoria mais à esquerda ameaça cindir-se.