sicnot

Perfil

Economia

Adesão à greve do Metropolitano de Lisboa "é elevada"

 A adesão dos trabalhadores à greve do Metropolitano de Lisboa era às 07:00 "elevada", encontrando-se as portas das estações encerradas até às 10:00, disse à agência Lusa a sindicalista Anabela Carvalheira. 

Miguel A.Lopes

"A adesão à greve é elevada. São níveis de adesão similares aos das outras lutas, uma vez que os pressupostos não se alteraram", disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

De acordo com a sindicalista, os trabalhadores prosseguem a sua luta contra a privatização da empresa, em defesa dos postos de trabalho e de um serviço público de qualidade.

"Estamos numa parte muito próxima e final da abertura dos cadernos de encargos e os trabalhadores continuam determinados na sua luta", referiu.

Os trabalhadores contestam a subconcessão do Metro - atualmente em concurso público até 14 de maio - decidida pelo Governo.

O Metropolitano de Lisboa prevê começar a funcionar hoje apenas a partir das 10:00, devido à quarta greve parcial decretada este ano pelos sindicatos representativos dos trabalhadores.

De acordo com a Fectrans, os trabalhadores estão descontentes com a existência de "problemas concretos de trabalho da maior parte das categorias profissionais e a redução cada vez mais acentuada do número de trabalhadores"e a defesa do Metropolitano enquanto empresa pública.

Numa nota, a Transportes de Lisboa, que gere o Metropolitano, informou que, "por motivo de greve parcial convocada pelas organizações sindicais representativas dos trabalhadores" da empresa, o serviço de transporte vai estar suspenso "entre as 06:30 [hora habitual de abertura] e as 09:30", prevendo-se que "a circulação esteja normalizada a partir das 10:00".

Devido à greve, a Carris reforçará com um número suplementar de autocarros as carreiras que coincidem com os eixos servidos pelo Metro, designadamente as carreiras 726 (Sapadores-Pontinha), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação da Damaia), acrescentou.

A greve de hoje é a quarta greve parcial no Metro desde o início do ano. Foram já realizadas greves semelhantes a 24 de fevereiro e a 16 e 18 de março.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e os da rodoviária Carris agendaram greves de 24 horas contra a subconcessão das empresas para 12 e 14 de maio, respetivamente.


Lusa
  • Um retrato devastador do "pior dia do ano"
    2:47
  • Um olhar sobre a tragédia através das redes sociais
    3:22
  • "Estão a gozar com os portugueses, esta abordagem tem de mudar"
    6:45

    Opinião

    José Gomes Ferreira acusa as autoridades e o poder político de continuarem a abordar o problema da origem dos fogos de uma forma que considera errada. Em entrevista, no Primeiro Jornal, o diretor adjunto da SIC, considera que a causa dos fogos "é alguém querer que a floresta arda". José Gomes Ferreira sublinha que não se aprendeu com os erros e que "estão a gozar com os portugueses".

    José Gomes Ferreira

  • "Os portugueses dispensam um chefe de Governo que lhes diz que isto vai acontecer outra vez"
    6:32

    Opinião

    Perante o cenário provocado pelos incêndios, os portugueses querem um chefe de Governo que lhes diga como é que uma tragédia não volta a repetir-se e não, como disse António Costa, que não tem uma fórmula mágica para resolver o problemas dos fogos florestais. A afirmação é de Bernardo Ferrão, da SIC, que questiona ainda a autoridade da ministra da Administração Interna para ir a um centro de operações, uma vez que é contestada por toda a gente.

  • Portugal precisa de "resultados em contra-relógio, após décadas de desordenamento florestal"
    1:18
  • Jornalista que denunciou corrupção do Governo de Malta morre em explosão

    Mundo

    A jornalista Daphne Caruana Galizia, que acusou o Governo de Malta de corrupção, morreu esta segunda-feira, numa explosão de carro. O ataque acontece duas semanas depois de a jornalista maltesa recorrer à polícia, para dizer que estava a receber ameaças de morte. A morte acontece quatro meses após a vitória do Partido Trabalhista de Joseph Muscat, nas eleições antecipadas pelo primeiro-ministro, após as alegações da jornalista, que o ligavam a si e à sua mulher ao escândalo dos Panama Papers. O casal negou as acusações de que teriam usado uma offshore para esconder pagamentos do Governo do Azerbaijão.