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Economia do Reino Unido desacelera ao crescer 0,3% no primeiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,3% no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo precedente, informou hoje a agência nacional de estatísticas britânica (ONS, nas siglas em inglês).

© Luke MacGregor / Reuters

Esta é a última estimativa da economia britânica antes das eleições gerais de 7 de maio. 

O dado é inferior ao esperado e representa uma desaceleração do crescimento económico no primeiro trimestre, depois do PIB ter registado um acréscimo de 0,6% nos últimos três meses de 2014.

O crescimento no primeiro trimestre deste ano foi o menor trimestral desde finais de 2012.

O setor dos serviços registou uma melhoria, ao crescer 0,5%, enquanto os outros três principais setores da economia britânica registaram decréscimos, designadamente quedas de 1,6% no da construção, de 0,1% no da indústria e de 0,2% no da agricultura. 

Segundo a ONS, o PIB cresceu 2,4% no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2014. 

A agência sublinhou que ainda tem que reunir mais dados para alcançar a estimativa final do PIB nos primeiros três meses deste ano. 

Os analistas sublinharam que a queda do setor industrial resultou em parte da diminuição das receitas de petróleo no Mar do Norte devido à forte queda dos preços do petróleo. 

Estes números representam uma má notícia para o Governo liderado pelo primeiro-ministro, o conservador David Cameron, que tem defendido a recuperação da economia para procurar ser reeleito nas eleições gerais de 7 de maio. 

Neste sentido, Cameron afirmou na sua conta da rede social 'Twitter' que os números mostram que "a economia ainda está a crescer, mas que ainda não se pode dar como dada a recuperação", pelo que pede aos eleitores para "não arriscarem" as melhorias votando nos trabalhistas. 

Por outro lado, o ministro da Economia, George Osborne, sublinhou que o aumento é "uma boa notícia" para a economia, mas sublinhou que o país está num "momento crítico", referindo-se ao resultado das eleições, já que tudo indica que nenhuma das principais formações - conservadora e trabalhista - obterá maioria absoluta. 



Lusa
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