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Juros da dívida de Portugal a cair a 2 anos e a subir a 5 e a 10 anos

 Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a cair a dois anos e a subir a cinco e a dez anos em relação a quarta-feira.               

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Hoje, cerca das 08:45 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,198%, contra 2,122% na quarta-feira. O atual mínimo de sempre é 1,560% e foi registado a 13 de março.                                                  

Os juros a cinco anos também estavam a subir, para 1,033%, contra 0,998% na quarta-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril. 

Em sentido contrário, os juros a dois anos estavam a cair para 0,050%, contra 0,064% na quarta-feira e o mínimo de sempre, 0,013%, a 13 de abril.

Depois de ter iniciado a 09 de março um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve na quarta-feira de novo as taxas de juro inalteradas em mínimos.        

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.   

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento pedido por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam negativos a dois anos e a subir em todos os prazos, enquanto os de Itália e de Espanha estavam a subir em todos prazos. 

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a cair a dois e dez anos, mas para valores em torno dos 21,9% e 11,3%. 

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