sicnot

Perfil

Economia

Trabalhadores da TAP acusam Governo de fazer "chantagenzinha"

A comissão de trabalhadores da TAP voltou hoje a pedir a travagem da privatização da empresa por parte do Governo, acusando-o de fazer "uma chantagenzinha" com a ameaça de reestruturação e corte de pessoal.

Um piloto da TAP passa junto de trabalhadores da mesma empresa que participaram numa marcha silenciosa para mostrar que estão "em completo desacordo" com a greve de dez dias dos pilotos, que se inicia na sexta-feira, dia 1 de maio.

Um piloto da TAP passa junto de trabalhadores da mesma empresa que participaram numa marcha silenciosa para mostrar que estão "em completo desacordo" com a greve de dez dias dos pilotos, que se inicia na sexta-feira, dia 1 de maio.

MIGUEL A. LOPES

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, em entrevista à SIC Notícias na noite de quarta-feira, admitiu um cenário de despedimentos e o encerramento da TAP em caso de greve. Segundo o responsável governamental, a greve de 10 dias dos pilotos vai colocar problemas financeiros sérios à TAP.

Os trabalhadores referem, em comunicado, que a "ameaça de reestruturação é em parte uma chantagenzinha do tipo, 'ou aceitam a privatização ou levam com uma reestruturação'", acusando o Governo de, com os seus "únicos e criminosos objetivos" que são a criação de "oportunidades de negócio aos amigos, servir os interesses daquilo a que se chama o grande capital".

Perante esta situação, os trabalhadores referem no comunicado que "se impõe a travagem definitiva das tentativas de privatizar a TAP, que a tutela deixe de ser um elemento desestabilizador da TAP, e que pelo contrário, um conjunto de políticas públicas seja desenvolvido para potenciar o papel da TAP enquanto geradora de riqueza para o país, promotora de emprego de qualidade, dinamizadora da atividade económica".

Para a comissão de trabalhadores, "é falso que a única alternativa a privatizar seja a insolvência ou a reestruturação".

O comunicado refere que a TAP "vive hoje sob duas ameaças, ambas muito sérias e ambas com a mesma origem, o atual Governo": o processo de privatização em curso e o processo de reestruturação.

Segundo os trabalhadores, "está hoje em curso uma campanha mediática estridente contra a TAP, assente em falsas premissas, que procura apresentar a situação da TAP como insustentável e a privatização como única alternativa". 

A comissão de trabalhadores adianta que "a agravar este cenário" há um Presidente da Comissão de Acompanhamento do Processo de Privatização, João Cantiga Esteves, "escolhido pelo Governo, que não pode ser imparcial pois é quem mais alto berra sobre a inevitabilidade da privatização". 

Para os trabalhadores, o atual Governo "está na fase terminal do seu mandato, e é preciso garantir que a TAP sobreviva à sanha destruidora com que pretende terminá-lo, qual Nero que encontrou no incêndio de Roma a forma de imortalizar o seu nome".


Lusa
  • Eurogrupo dá luz verde ao Orçamento do Estado
    0:29

    Orçamento do Estado 2017

    O Orçamento português passou no Eurogrupo mas os ministros das Finanças alertam que podem ser precisas mais medidas para cumprir as metas e em março vão voltar a olhar para as contas. Para já, estão satisfeitos com o compromisso assumido por Mário Centeno e mais sete ministros da zona euro, cujos Orçamentos estão em risco de incumprimento.

  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados".Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade. A SIC esteve em Luanda e falou com o advogado Adolfo Campos e com os músicos Carbono Casimiro, Mona Dya Kidi e David Salei. Já todos estiveram presos. Já todos foram vítimas de violência policial. Defendem que "a geração anterior comprometeu o país" e acreditam que só a mudança política pode trazer um futuro melhor. Para estes jovens activistas, a guerra que arrasou o país, e com que o regime justifica tudo, não deixou heróis, apenas "vilões e vítimas".

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59