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Bruxelas revê ligeiramente em alta retoma europeia em 2015

A Comissão Europeia reviu hoje ligeiramente em alta as previsões de crescimento na zona euro e na União Europeia este ano, esperando agora que atinja 1,8% e 1,5%, respetivamente, acelerando para 2,1 e 1,9% em 2016. 

© Alex Domanski / Reuters

Nas previsões económicas da primavera hoje divulgadas, o executivo comunitário "acrescenta" uma e duas décimas às projeções de inverno publicadas há exatamente três meses (estimava então um crescimento de 1,7% na União Europeia [UE] e 1,3% no espaço da moeda única), apontando que "o crescimento económico da UE beneficia atualmente de condições económicas favoráveis", que estimulam uma retoma que, "ainda assim", reconhece Bruxelas, "permanecerá tímida".

Relativamente a 2016, a Comissão mantém as projeções de um crescimento de 2,1% para o conjunto da UE e de 1,9% para a zona euro, os mesmos valores apontados em fevereiro.

Bruxelas reforça o otimismo de inverno ao referir-se a "ventos favoráveis" para a economia europeia, considerando que o motor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) será a procura interna, como resultado da (esperada) aceleração do consumo privado este ano e do aumento significativo do investimento no próximo ano.

A Comissão espera também uma melhoria, embora lenta, da situação no mercado de trabalho, com um recuo da taxa de desemprego este ano para 9,6% na UE e 11,0% na zona euro (em ambos os casos menos duas décimas comparativamente às projeções de inverno), e para os 9,2% e 10,5% em 2016, assim como uma progressiva redução dos défices e dívida públicos dos Estados-membros.

Já ao nível da inflação, Bruxelas prevê que esta deverá permanecer quase nula no primeiro semestre deste ano, sob o efeito da queda dos preços da energia, mas deverá crescer no segundo semestre, e de forma ainda mais acentuada em 2016, devendo a inflação anual tanto na UE como na zona euro passar de 0,1% este ano para 1,5% no próximo.

Por fim, a Comissão Europeia acredita que, no plano monetário, o impacto do programa de injeção de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) nos mercados financeiros contribuirá a fazer baixar as taxas de juro e a reforçar as perspetivas de uma melhoria das condições de crédito.

Apontando que a economia europeia beneficia então atualmente de um conjunto de fatores pontuais -- como a manutenção dos preços do petróleo a níveis relativamente baixos, crescimento mundial sustentado, continuação da depreciação do euro e o que classifica como "políticas económicas oportunas na UE" -, o executivo comunitário dá nota de um otimismo maior que o habitual ao considerar que, agora, os riscos que rodeiam a economia europeia, ainda que relevantes, "parecem globalmente limitados".

Bruxelas "arrisca" mesmo uma eventual revisão em alta das previsões, indicando que "o crescimento do PIB poderá revelar-se ainda mais forte que o previsto se a conjunção de fatores favoráveis persistir ou se os seus efeitos forem ainda mais benéficos do que o antecipado", ainda que também admita uma evolução no sentido inverso, em caso de agravamento das tensões geopolíticas ou de turbulências nos mercados financeiros.

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