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Empresa de construção naval extinta até final de agosto

 A comissão liquidatária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), que é hoje empossada em assembleia-geral da Empordef, tem que "encerrar" a empresa de construção naval até final de agosto, disse hoje à Lusa fonte oficial.

Lusa

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De acordo com fonte do ministério da Defesa Nacional (MDN) com a nomeação daquela comissão "cessa" funções o atual Conselho de Administração dos ENVC, presidido por Jorge Camões.

A nova estrutura será composta por três elementos, o presidente do conselho de administração da holding estatal das indústrias da defesa portuguesas, Eduardo Carvalho, um administrador judicial, Paulo Silva, e um jurista dos ENVC, Rodolfo Parente.

De acordo com dados fornecidos à Lusa por aquela fonte, os 129 leilões realizados pela administração ENVC representaram um encaixe financeiro de 12,5 milhões de euros.

Naquele montante "está incluída" a venda do Atlântida, o navio construído nos ENVC, por encomenda do Governo dos Açores, que depois o rejeitaria em 2009 devido a um nó de diferença na velocidade máxima.

A embarcação foi vendida em setembro de 2014 por 8,750 milhões de euros, através de concurso público internacional, ao grupo português Douro Azul.

Aquele montante inclui também os 1, 275 milhões de euros da venda do material comprado para a construção do Anticiclone, a segundo navio encomendada pelo Governo regional, que ficou na fase de blocos.

Os ENVC encontram-se em processo de extinção desde 10 de janeiro de 2014, data da assinatura, entre o Governo e o grupo privado Martifer, do contrato de subconcessão dos estaleiros navais até 2031, por uma renda anual de 415 mil euros.

A West Sea, empresa criada pelo grupo Martifer para gerir a subconcessão dos ENVC, assumiu a subconcessão dos terrenos e infraestruturas da empresa pública no dia 02 de maio do ano passado.

Atualmente, segundo a fonte do MDN, para liquidar a empresa "faltam terminar alguns concursos lançados e alguns processos judiciais em curso, nomeadamente relativos ao pagamento de dívidas a fornecedores". 

Dos 20 mil bens móveis dos ENVC que ficaram fora da subconcessão à West Sea, foram leiloados 1.105, sendo que a alienação daqueles ativos rendeu 2,5 milhões de euros. 

Em dezembro passado, o presidente da West Sea, Carlos Martins anunciou que em 2015 a empresa deverá chegar aos 400 postos de trabalho, sendo que já empregava na altura 122 trabalhadores.

Carlos Martins falava a bordo do navio Atlântida, onde decorreu a assinatura do primeiro contrato de construção naval celebrado pelo grupo português desde que assumiu, em maio de 2014, a subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC.

O contrato prevê a construção de um navio-hotel para a Douro Azul, num investimento de 12 milhões de euros, cujo início da construção estava prevista para março último. 

Nessa altura, a West Sea já tinha realizado 22 reparações e reconversões de navios oriundos de todo o mundo.

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