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Diretora do Fundo grego de Estabilidade Financeira demitiu-se

A diretora executiva do Fundo grego de Estabilidade Financeira (FHEF), Anastasia Sakelariu, demitiu-se esta sexta-feira do cargo pela presumível associação com o escândalo das dívidas morosas do banco Postbank, que está a ser investigado.

Fontes do Ministério das Finanças grego citadas pela imprensa local asseguraram que a lei exige que "não haja a menor dúvida sobre a honestidade" dos membros do conselho do FHEF, o que no caso de Sakelariu "não se cumpre por estar sob investigação judicial". (Arquivo)

Fontes do Ministério das Finanças grego citadas pela imprensa local asseguraram que a lei exige que "não haja a menor dúvida sobre a honestidade" dos membros do conselho do FHEF, o que no caso de Sakelariu "não se cumpre por estar sob investigação judicial". (Arquivo)

Yorgos Karahalis / AP

O FHEF anunciou a renúncia, que se produziu a pedido do Governo grego, num comunicado que precisou que Sakelariu "não tinha qualquer impedimento legal para continuar no cargo".              

Fontes do Ministério das Finanças grego citadas pela imprensa local asseguraram que a lei exige que "não haja a menor dúvida sobre a honestidade" dos membros do conselho do FHEF, o que no caso de Sakelariu "não se cumpre por estar sob investigação judicial". 

A demissão de Sakelariu deixa o FHEF sem direção, já que o presidente da instituição, Jristos Sklavunis, apresentou a demissão do cargo a 23 de março. 

No princípio de março a diretora executiva do FHEF foi acusada por um grupo de deputados do partido Syriza de ter devolvido "por erro" 1.200 milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Sakelariu, que ocupava o cargo de diretora executiva do FHEF desde fevereiro de 2013, foi uma alta responsável do Postbank, um banco público que foi privatizado, na área da avaliação de riscos. 

A investigação sobre o Postbank, declarado insolvente em 2013, iniciou-se em junho deste ano e ficou concluída em janeiro de 2014.

Segundo a Procuradoria-Geral, 25 ex-altos responsáveis do Postbank e 15 destacados empresários devem ser julgados por alegadamente terem causado intencionalmente ao banco perdas no valor de 300 milhões de euros. 
Lusa
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