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Juros da dívida de Portugal a cair em todos os prazos

Os juros da dívida de Portugal estavam hoje a cair a dois, cinco e dez anos, em relação a quinta-feira, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha.      

© Hugo Correia / Reuters


Hoje, cerca das 08:45 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a descer para 2,381%, contra 2,403% na quinta-feira. O atual mínimo de sempre é de 1,560% e foi registado a 13 de março passado.                                                                     

Os juros a cinco anos também estavam a cair, para 1,027%, contra 1,076% na quinta-feira e o mínimo de sempre, de 0,749%, a 10 de abril passado. 

No mesmo sentido, os juros a dois anos estavam a cair para 0,104%, contra 0,142% na quinta-feira e o mínimo de sempre, de 0,013%, a 13 de abril.

Depois de ter iniciado a 09 de março um programa sem precedentes de compra de dívidas soberanas e privadas, que vai permitir injetar 60 mil milhões de euros por mês, até, pelo menos, setembro de 2016, na economia da zona euro na esperança de a redinamizar, o Banco Central Europeu (BCE) manteve na quarta-feira as taxas de juro inalteradas em mínimos.        

Os efeitos do programa fizeram sentir-se, por antecipação, nas taxas de juro das dívidas soberanas, que evoluem em sentido inverso ao da procura e têm renovado mínimos diariamente. Algumas das taxas tornaram-se negativas nos prazos mais curtos, ou seja, os investidores estão dispostos a pagar para deter estes títulos considerados muito seguros.   

A 17 de maio de 2014, Portugal abandonou oficialmente o resgate sem qualquer programa cautelar.

O programa de ajustamento pedido por Portugal à 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), no valor de 78 mil milhões de euros, esteve em vigor durante cerca de três anos.

Os juros da dívida soberana da Irlanda estavam a cair a dois, cinco e dez anos, bem como os de Itália e Espanha. 

Em relação aos juros da Grécia, estes estavam a cair a dois e dez anos para valores em torno dos 20,1% e 10,50%, respetivamente.

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