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Grécia alertou credores para a falta de liquidez antes de pagamento ao FMI

O primeiro ministro grego Alexis Tsipras avisou vários responsáveis estrangeiros de que Atenas não poderia pagar os 750 milhões de euros que devia ao FMI em maio, embora tenha acabado por o fazer, noticiam hoje os jornais gregos.

© Alkis Konstantinidis / Reuter

As notícias surgem menos de uma semana depois de Atenas admitir que recorreu a um fundo de emergência para pagar o empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e evitar a saída da zona euro.

No dia 08 de maio, Tsipras escreveu aos responsáveis da Comissão Europeia (CE), FMI e Banco Central Europeu (BCE) para os avisar de que a Grécia não conseguiria reembolsar o dinheiro na data prevista (12 de maio), a não ser que os seus credores aceitassem transferir para os cofres gregos a última parcela do atual programa de resgate, no total de 7,2 mil milhões de euros, refere o diário Kathimerini, citando fontes europeias.

O jornal acrescenta que Tsipras contactou também o secretário do Tesouro norte-americano Jack Lew e adianta que os credores da Grécia encararam o aviso como um "possível 'bluff'".

A Grécia ganhou algum alento na última ronda de negociações sobre a dívida, enquanto continua a tentar manter-se solvente, mas os ministros das Finanças da zona euro pediram mais reformas antes de libertarem os fundos.

Além dos 7,2 mil milhões de euros previstos no âmbito dos dois planos de resgate do país, que totalizam 240 mil milhões de euros, o governo grego reclama a devolução de 1,9 mil milhões de euros correspondentes aos lucros do BCE com obrigações gregas, adquiridas em 2010, mais 1,2 mil milhões de euros do fundo helénico de estabilidade financeira que Atenas considera terem sido indevidamente reembolsados ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Alexis Tsipras pretende também que o BCE desbloqueie o 'plafond' (limite) máximo de emissões de dívida de curto prazo que constituem atualmente a principal fonte de financiamento do governo grego.

Oficialmente, Atenas disse sempre que o país honraria os seus compromissos, apesar de o ministro das Finanças Yanis Varoufakis reconhecer que a margem financeira era extremamente reduzida.

O próximo reembolso ao FMI, no valor de 302,5 milhões de euros, terá lugar a 05 de junho.





Lusa
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