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Comércio China-América cresceu 20 vezes nos últimos 14 anos

O comércio China-América Latina cresceu vinte vezes nos últimos catorze anos, somando 263.600 milhões de dólares (231.400 milhões de euros) em 2014, realçou a imprensa chinesa no fim de semana. 

© Petar Kujundzic / Reuters

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, o comércio com aquela região poderá atingir os 500.000 milhões de dólares (439.000 milhões de euros) dentro de uma década.

 O investimento chinês naquela região está também a crescer em ritmo acelerado, tendo já ultrapassado os 80.000 milhões de dólares, indicou a Xinhua.

A divulgação daqueles números coincide com a viagem a quatro países latino-americano que o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, inicia hoje no Brasil e que inclui a Colômbia, Peru e Chile.

É a segunda visita de um alto líder chinês à região em menos de um ano, depois da deslocação do Presidente Xi Jinping ao Brasil, Argentina, Venezuela e Cuba.

As autoridades chinesas atribuem o desenvolvimento das relações comerciais com a América Latina à "complementaridade das respetivas economias", mas rejeita que a China esteja apenas interessada nas matérias-primas da região, nomeadamente ferro e outros minerais.

"A China está empenhada em diversificar e otimizar a estrutura do comércio com os países latino-americanos e tem como objetivo exportar equipamento e tecnologia avançadas e importar mais produtos de valor acrescentado", afirmou a Xinhua.

Brasil, Colômbia, Peru e Chile - os quatro países na agenda de Li Keqiang - representam 57% do comércio da China com a América Latina.

A China tornou-se em 2009 o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando os Estados Unidos, e também um dos principais mercados das matérias-primas brasileiras, nomeadamente ferro e soja, mas o comércio bilateral abrandou.

Pelas contas da administração-geral das Alfândegas Chinesas, em 2014, as exportações brasileiras para a China diminuíram 3,15%, para 51.970 milhões de dólares.

No primeiro trimestre de 2015, as exportações brasileiras caíram ainda mais (37,6% em relação a igual período do ano anterior) e ao contrário do que costumava acontecer, o saldo da balança comercial bilateral foi favorável à China. 


Lusa
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