sicnot

Perfil

Economia

STCP registou prejuízo de 54,4 milhões de euros em 2014

O prejuízo da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) mais do que triplicou em 2014 face a 2013, atingindo os 54,4 milhões de euros.

"O resultado líquido do exercício foi negativo, em 54,4 milhões de euros, mais 39,6 milhões de euros que em 2013. Esta evolução resulta do agravamento dos resultados financeiros em 38,4 milhões de euros e dos resultados operacionais em 1,2 milhões de euros", lê-se no relatório e contas consolidadas de 2014, enviado na sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM).

O relatório, que será analisado em assembleia-geral no dia 28, refere também que os resultados financeiros consolidados foram negativos, de 47,2 milhões de euros, registando um agravamento face a 2013 de 38,4 milhões de euros. 

"Esta evolução deveu-se à variação da perda de justo valor de 'swap', de 40 milhões de euros, e aos respetivos juros, que agravaram em 50%", sustenta o documento.

Quanto aos resultados operacionais consolidados, o relatório indica que "foram negativos em 7,2 milhões de euros, representando um agravamento de 1,2 milhões de euros face a 2013". 

"Os gastos operacionais registaram uma redução de 11%, menos 7,2 milhões de euros, mas não compensaram a redução de 8,4 milhões de euros, verificada nos rendimentos operacionais, devido à redução das indemnizações compensatórias de 11,8 milhões de euros em 2013, para 4,9 milhões de euros em 2014", lê-se ainda.

Em 2014, os 474 autocarros e os seis elétricos da STCP transportaram um total de 74,4 milhões de passageiros, menos 5,4% que em 2013.

Contudo, lê-se no relatório e contas 2014, o carro elétrico, que representa 0,6% da procura global, registou um aumento de 7%.

No total, a frota da STCP percorreu 21,8 milhões de quilómetros (dos quais 111 mil feitos por elétricos), o que representa uma "redução de 3,7% face a 2013, para uma taxa de ocupação de 13,7 contra 13,9 no ano anterior".

Na mensagem que deixa no relatório e contas 2014, o presidente da STCP, João Velez Carvalho, afirma que, "quanto aos aspetos estratégicos, embora se tenham obtido melhorias quanto à sustentabilidade da empresa, a sua reestruturação e fusão com a Metro do Porto, SA, continuaram a ser temporariamente prejudicados pela incerteza quanto ao modelo de organização da mobilidade na Área metropolitana do Porto (AMP) e à natural instabilidade decorrente do processo de abertura à iniciativa privada".

O Governo lançou em 08 de agosto do ano passado o concurso público para a subconcessão da STCP e da Metro do Porto, sendo que apenas em meados de janeiro foi tomada a decisão de adjudicação ao consórcio espanhol TMB/Moventis.

A administração da Metro do Porto já assinou o contrato para exploração e manutenção por dez anos com o consórcio vencedor, mas tal ainda não aconteceu com na STCP.

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • Morreu Miguel Beleza

    País

    Miguel Beleza, economista e antigo ministro das Finanças, morreu esta quinta-feira de paragem cardio-respiratória aos 67 anos.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.