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BCE antecipa compra de dívida devido à habitual menor liquidez no mercado no verão

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que tenciona antecipar compras de títulos previstas no programa de 'Quantitative Easing', devido à habitual menor liquidez no mercado no verão. 

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) (Reuters/ Arquivo)

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) (Reuters/ Arquivo)

REUTERS

Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que tenciona antecipar compras de títulos previstas no programa de 'Quantitative Easing', devido à habitual menor liquidez no mercado no verão. 

A possibilidade de antecipar o programa de aquisição de dívida foi comentada hoje pelo membro do conselho de governadores do BCE Benoit Coeure em Londres, segundo explica a instituição num comunicado divulgado hoje em Frankfurt. 

O membro do conselho de governadores do BCE Benoit Coeure mostrou-se preocupado com a velocidade da recente mudança de tendência dos preços dos títulos, mas assegurou que a antecipação das compras está relacionada com a habitual menor liquidez durante o verão e não com as condições atuais do mercado, informou uma fonte da Dow Jones citada pela Efe. 

"Não considero a recente inversão do preço dos títulos alemães e de outros títulos de dívidas soberanas um motivo de preocupação", porque esta reflete uma correção no mercado e uma perspetiva de crescimento mais otimista, indicou Coeure. "O que me preocupa mais é a rapidez da referida inversão", adiantou. 

Na opinião de Coeure, "depois de vários episódios similares, é outro incidente de extrema volatilidade nos mercados de capitais mundiais que dão mostras de uma redução de liquidez". 

Coeure assegurou que o BCE está consciente de que há padrões sazonais no mercado de renda fixa e que geralmente costuma haver menos liquidez entre meados de julho e finais de agosto. 

"O Eurosistema tem isto em conta na hora de aplicar o seu programa de compras massivas, já que antecipa a sua atividade compradora para maio e junho", afirmou. 

Isto permitiria ao banco central manter as compras médias mensais no valor de 60.000 milhões de euros "ainda que compre menos no período estival", adiantou. 

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