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Reajustamento na TAP "muito provavelmente" não prevê despedimentos

O ministro da Economia disse hoje que o plano do Conselho de Administração da TAP para ultrapassar as dificuldades financeiras "muito provavelmente" não contempla despedimentos. Pires de Lima apelou aos dois candidatos que passaram à fase de negociações à compra da TAP para darem "corda aos sapatos" na melhoria das suas propostas.

MIGUEL A. LOPES

"Se eu disse que não é o [ponto] principal é porque muito provavelmente não deve estar contemplado", afirmou o governante, na Universidade Europeia de Madrid, comentando o plano entregue na segunda-feira pela administração da TAP ao Governo. 

Em declarações aos jornalistas, Pires de Lima disse desconhecer o documento, ressalvando que "o centro das políticas de sustentabilidade que este Conselho de Administração está a propor, até ao momento em que a empresa seja privatizada de facto, não tem como ponto principal os despedimentos". 

O governante remeteu o pedido de mais esclarecimentos para o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, "que é quem está em mais permanente contacto com a administração da TAP". 

Na segunda-feira, o Conselho de Administração da TAP entregou ao Governo a sua proposta para ultrapassar as dificuldades de tesouraria, que tinha sido solicitada pelo executivo, na sequência da greve dos pilotos, entre 01 e 10 de maio.  

O governante justificou "que este esforço teve de ser pedido", porque a TAP já estava numa situação financeira bastante tensa e encontra-se agora "numa linha muito fina do ponto de vista de tesouraria (...) com este custo adicional de 35 milhões de euros", causado pela greve de dez dias de alguns pilotos.

Pires de Lima apela aos candidatos para apressarem melhoria das propostas

"Espero que durante o mês de junho estejamos em condições de apresentar uma proposta em Conselho de Ministros, mas para isso é fundamental que os dois candidatos que passaram à última fase deem corda aos sapatos e melhorem em as suas propostas", afirmou Pires de Lima. 

O Governo decidiu na quinta-feira em Conselho de Ministros passar dois candidatos à compra da TAP à fase de negociação, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral e continuando a negociar com Gérman Efromovich e David Neeleman.

O Conselho de Ministros decidiu mandatar os secretários de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e do Tesouro, Isabel Castelo Branco, para avançar com as negociações junto dos outros dois consórcios, sempre com a Parpública incluída.

A proposta de Gérman Efromovich, dono da operadora aérea Avianca e do grupo Synergy, inclui a entrega de 12 novos aviões Airbus após a transferência das ações da companhia e a renovação da frota da Portugália com aviões Embraer até 2016, sendo que o empresário propõe recapitalizar a empresa em 250 milhões de euros, segundo informações avançadas pela imprensa.

David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul e que está em parceria com Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, promete reforçar a TAP com 53 novos aviões e investir 350 milhões de euros.



Com Lusa
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