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Impacto da greve na TAP na hotelaria aquém do previsto

O impacto da greve de dez dias dos pilotos da TAP junto dos hotéis portugueses foi menor que o inicialmente previsto, tendo-se registado "apenas 5% de quebras reais", segundo a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). 

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"Felizmente as quebras reais na hotelaria não confirmaram os números previstos inicialmente, uma vez que a adesão à greve foi bastante reduzida", afirmou a presidente da direção executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, em conferência de imprensa, em Lisboa. 

Em termos de impactos económicos, a greve dos pilotos terá custado cerca de 90 milhões de euros ao setor do turismo, dos quais 35 milhões são diretamente imputados à TAP, valor que contrasta com os 300 milhões de euros de prejuízos antecipados pela associação. 

Ainda assim, a responsável destacou que a greve dos pilotos da TAP afetou negativamente a imagem e a confiança de Portugal junto dos mercados internacionais: "A imagem saiu fortemente prejudicada". 

Segundo o inquérito realizado pela AHP entre 12 e 21 de maio, a uma amostra de 25% da hotelaria nacional, os mercados que mais efetuaram cancelamentos foram França (22%), Reino Unido (20%), Brasil (16%) e Alemanha (16%).

O impacto dos 5% de reservas canceladas - que representam cerca de 7.000 hóspedes - não foi sentido de igual forma em todo o território, tendo Lisboa sido a região que liderou os cancelamentos (71%), seguindo-se o Centro (50%), Norte (47%) e o Alentejo (27%). 

Os cancelamentos começaram a sentir-se cinco dias antes do início da greve, logo no 25 de Abril, e projetaram-se até cinco dias depois, até 15 de maio.

Ainda sem números apurados relativos a maio, Cristina Siza Vieira acredita que "poderá ser um mês melhor do que há um ano": "Não sei se vai ser melhor, mas se crescermos é algo surpreendente, porque em 2014 houve a final da Liga dos Campeões [no Estádio da Luz]". 

"A hotelaria nacional acabou por ficar menos refém do que esperava desta greve", rematou, considerando que "não foi tão mau como os grevistas podiam pensar".

Sobre a possibilidade de uma nova greve dos pilotos, que se reúnem em assembleia geral na próxima terça-feira, Cristina Siza Vieira considerou que "esta banalização do direito à greve é sempre pernicioso". 



Lusa
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