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OCDE apela para investimento que crie empregos e permita "crescimento verde"

O secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, apelou hoje para uma reorientação dos investimentos, para que privilegiem não só a criação de empregos com um modelo social com menos injustiças, mas também um "crescimento verde".  

"Está na altura de criar a nova economia" para a qual é preciso "imaginar novas lógicas, novos incentivos, novas regulamentações" que "dignifiquem o modelo", sublinhou Angel Gurria, recentemente eleito para mais cinco anos à frente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na abertura do fórum da organização que precede a reunião ministerial anual da mesma. 

Gurria recordou que, apesar da recuperação, continua a haver no mundo mais de 200 milhões de pessoas desempregadas, mais 30 milhões do que no início da crise, e que as desigualdades alcançaram níveis sem paralelo desde que existem estudos internacionais. 

O rendimento médio de 20% da população mais rica representa 20 vezes o dos 20% mais pobres, quando há uma geração esta relação era de 7, 8 vezes, sublinhou. 

"Essa desigualdade converteu-se num obstáculo para o crescimento", advertiu o ex-ministro mexicano, que dedicou boa parte da intervenção ao que é um dos temas 'estrela' do fórum, os desafios, também económicos, das alterações climáticas causadas pelo aquecimento global. 

Gurria insistiu que "os investimentos não podem ignorar as alterações climáticas" e que se têm de estabelecer "incentivos mais inteligentes", especialmente porque os setores da "economia verde" precisam de investimentos a longo prazo. 

A ministra da Ecologia francesa, Ségolène Royal, defendeu uma aposta no envolvimento do setor privado com o setor público neste objetivo. 

"Entramos num mundo novo em que os interesses das empresas e do sistema financeiro convergem com os interesses do planeta", afirmou Royal, antes de sublinhar que isso requer "regulamentações" para garantir "uma justiça climática" que reduza a exposição aos riscos climáticos dos mais vulneráveis. 

Royal lidera a delegação de França que este ano preside às negociações com vista ao alcance de um acordo global sobre as alterações climáticas na cimeira que decorrerá no final do ano em Paris. 


Lusa
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