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Montepio confirma José Félix Morgado como novo presidente executivo

José Manuel Félix Morgado aceitou o convite para ser proposto para a presidência do Conselho de Administração Executivo da Caixa Económica Montepio Geral, informou a instituição em comunicado colocado na página da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.  

José Manuel Félix Morgado

José Manuel Félix Morgado

No texto, divulgado ao final da noite de terça-feira, a Caixa Económica Montepio Geral informou que "José Manuel Félix Morgado aceitou o convite que lhe foi dirigido pelo Conselho de Administração do Montepio Geral -- Associação Mutualista, para ser proposto como Candidato à presidência do Conselho de Administração Executivo da referida Caixa Económica". 

Este convite, acrescenta o comunicado, foi formulado na sequência da assembleia-geral realizada a 26 de maio de 2015, no âmbito da qual foi aprovada a modificação dos estatutos da Instituição. 

Esta reunião aprovou uma alteração de estatutos que permite separar os órgãos de administração do banco e da associação mutualista. 

"A modificação aprovada teve por propósitos, por um lado, alterar a política de governo da instituição ao proceder à eliminação de cargos por inerência, tornando-a totalmente independente do Montepio Geral - Associação Mutualista, e por outro lado, introduzir nos estatutos modificações decorrentes do novo Regime Geral das Instituições Financeiras, designadamente através da consagração da existência de diversos comités com competência especializada", informou na altura o Montepio.

Atualmente, Tomás Correia preside os Conselhos de Administração do banco e da associação mutualista, um cenário que se vai alterar em breve, com o responsável a ficar exclusivamente na liderança da segunda entidade.

Com esta alteração dos estatutos será ajustado o modelo de funcionamento da CEMG à última versão da lei europeia bancária, que obriga a uma separação entre a gestão executiva do Montepio, os órgãos sociais e os acionistas. 

Tomás Correia, que anunciou que se vai candidatar a um novo mandato à frente da associação mutualista (o atual termina no final do ano) já afirmou várias vezes que tinha quatro nomes em cima da mesa para assumir o cargo, mas nunca revelou as identidades em questão. 

Fernando Teixeira dos Santos era o nome apontado pela imprensa como a mais forte hipótese para assumir a presidência executiva do Montepio, algo que caiu em definitivo a 26 de maio, depois de o antigo ministro das Finanças ter dito publicamente que, "depois de prolongada reflexão", decidiu não aceitar o convite. 

A 27 de maio, o governador do Banco de Portugal afirmou no parlamento que as alterações no Montepio Geral "vão no bom sentido", segundo o que lhe foi apresentado e tornado público na Comunicação Social. 

O governador referia-se alegadamente a notícias de vários órgãos de comunicação social que davam o nome de José Félix Morgado como o candidato principal a presidente do banco Montepio, após a desistência de Teixeira dos Santos.

Entretanto, na terça-feira, a situação do Montepio Geral, noticiada pela comunicação social, motivou um conjunto de clientes, investidores, beneficiários e associados a criar hoje a "Associação Salvem o Pelicano", disse o seu presidente, Luís Varennes, à agência Lusa.  

"Em consequência de notícias que têm saído na comunicação social, existe um ambiente de alguma preocupação entre associados, investidores, clientes do Montepio", justificou, explicando que o objetivo destes envolvidos na esfera do Montepio agora é o falar com as autoridades, assim como "defender os legítimos interesses patrimoniais dos seus associados em relação ao Montepio Geral e assim preservar o futuro, a idoneidade e a credibilidade do Montepio Geral".



Com Lusa

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