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Moeda angolana já ultrapassa os 120 kwanzas/ dólar nos bancos

A moeda angolana ultrapassou a barreira dos 120 kwanzas por cada dólar norte-americano na compra aos balcões dos bancos comerciais, refletindo a desvalorização de seis por cento entre quinta e sexta-feira, decidida pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

© Mike Hutchings / Reuters

A medida surge poucos dias depois de anunciada, pelo banco central, a intenção de "descomprimir" a crise cambial no país, devido à crise do petróleo, que desde outubro fez reduzir a entrada de divisas no país, quando então um dólar valia menos de 100 kwanzas. 

Segundo dados do BNA sobre a taxa de câmbio oficial, a venda de dólares aos clientes, acrescida das comissões aplicadas pelos bancos, rondava há uma semana os 110,9 kwanzas (85 cêntimos de euro) por cada dólar, o que por si só já era um novo máximo. Até quarta-feira, a mesma cotação esteve sempre abaixo dos 111 kwanzas por cada dólar, segundo informação recolhida pela Lusa.

Ao final do dia de sexta-feira, a taxa oficial de câmbio definida pelo BNA fixou-se à volta dos 117,4 kwanzas (90 cêntimos) por cada dólar, um salto superior a 6% em relação a uma moeda utilizada nas transações com o exterior (importações), mas também no mercado interno.

Os bancos comerciais atualizaram entretanto as cotações e já praticam a venda de dólares a clientes acima dos 120 kwanzas (92,5 cêntimos de euro), conforme consultas 'on-line' realizadas hoje pela Lusa, incorporando taxas e despesas administrativas.

Por outro lado, os bancos competem pela oferta das melhores taxas de câmbio para a compra de dólares aos clientes - uma forma de garantir divisas face à quebra nas vendas em leilões pelo BNA -, que ronda os 115 kwanzas, quando a cotação oficial é de 116,2 kwanzas por cada dólar.

Já na sexta-feira, a Lusa tentou obter mais informações sobre esta desvalorização da moeda nacional angolana junto do banco central, mas sem sucesso.

A cotação oficial está ainda distante dos preços praticados no mercado informal, a única solução face às dificuldades dos clientes em acederem a divisas junto dos bancos comerciais. Na rua, mas também nas casas de câmbio, a venda (aos clientes) continua à volta dos 180 kwanzas por cada dólar norte-americano.

Na origem da situação está a forte quebra na cotação internacional do barril de crude, que fez cair para metade as receitas fiscais angolanas com a exportação de petróleo e a entrada de divisas.

O governador do banco central angolano, José Pedro de Morais Júnior, reconheceu, a 28 de maio, que a redução de 30% por cento na injeção de divisas por parte do BNA na banca comercial, que se regista desde o início do ano, por comparação com 2014, está a refletir-se na atividade empresarial do país.

"O BNA recebeu mandato [do Governo] para tomar as medidas necessárias para descomprimir, na medida do possível, esta pressão ao nível do mercado cambial, para evitarmos situações de roturas de 'stock', para resolvermos alguns problemas que se começam a colocar com grande acuidade a nível dos operadores económicos", apontou, na ocasião.


Lusa

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