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Banco HSBC prepara-se para despedir 25 mil em todo o mundo

O banco britânico HSBC anunciou hoje um vasto plano de restruturação que prevê a redução de cerca de 10% dos seus funcionários, o que representa entre 22.000 e 25.000 postos de trabalho em todo o mundo.

© Peter Nicholls / Reuters

O HSBC, primeiro banco da Europa, pretende fechar sucursais, acelerar a desmaterialização das suas transações e deslocalizar milhares de postos de trabalho, segundo um plano no publicado seu 'site' e citado pela AFP.

A reorganização das operações do banco britânico inclui um vasto plano de redução de custos e o fim das operações no Brasil e na Turquia em benefício da Ásia. 

O HSBC visa "reduções de custos entre 4,5 e cinco mil milhões de dólares por ano a partir de agora até 2017", uma restruturação que deverá custar ao banco entre quatro a 4,5 mil milhões de dólares durante o período anunciado. 

Numa nota enviada à bolsa de Hong Kong, o HSBC não menciona o corte de milhares de postos de trabalho referidos nos últimos dias pela imprensa britânica, mas refere que quer proceder a "uma deslocalização dos seus recursos". 

O gigante britânico, que emprega 266.000 pessoas em todo o mundo, "quer vender as suas operações na Turquia e no Brasil", mantendo neste último país "uma presença" para os seus clientes institucionais. 

O HSBC pretende paralelamente "acelerar os seus investimentos na Ásia", especialmente no sul da China e sudeste asiático "para captar oportunidades de crescimento e adaptar-se às mudanças estruturais" do mercado bancário, sublinhou o grupo.

O diretor-geral do HSBC, Stuart Gulliver, deverá expor o plano hoje de manhã, em Londres, a partir das 08:00, durante uma apresentação aos investidores.

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