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Bruxelas diz que funciona 24 horas por dia e espera nova proposta grega

A Comissão Europeia salientou esta terça-feira que se mantém aberta 24 horas por dia, durante toda a semana, à espera de novos desenvolvimentos na Grécia, e sinalizou que está preparada para analisar qualquer proposta de Atenas.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

© Eric Vidal / Reuters

"As instalações da Comissão estão abertas sete dias por semana, 24 horas por dia, se acontecer alguma coisa nova", explicou o porta-voz comunitário Margaritis Schinas na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

"Na comissão estão preparados, tanto os políticos como os peritos, para analisar novas propostas da parte grega em qualquer momento", adiantou o responsável, que respondia a perguntas sobre as declarações do primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, que afirmou estar "à espera" de receber um convite para retomar as negociações que foram interrompidas no domingo.

O porta-voz explicou que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, está "em contacto permanente com todos os envolvidos nesta questão".

O primeiro-ministro grego equiparou na segunda-feira as exigências dos credores externos do país a "oportunismo político", considerando que eram feitas depois de cinco anos de "pilhagem da economia" grega.  

"Esperamos pacientemente até que as instituições [União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI)] cedam ao realismo", disse Alexis Tsipras, em declaração escrita enviada ao diário de esquerda grego Ephimerida ton Syndakton.

O encontro de posições da Grécia e dos credores foi impossível de fazer, levando à interrupção de um novo ciclo negocial, apesar de Atenas ter alegadamente feito uma cedência orçamental antes de interromper as negociações, apesar da urgência financeira. 

Em 30 de junho, a Grécia tem de pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI, mas não é certo que o possa fazer. 

Se não fizer o reembolso, a Grécia poderá ter de enfrentar as consequências do incumprimento, que a ocorrer será uma novidade na Zona Euro.  

Mas o Governo de Tsipras já fez saber que está pronto para regressar à mesa das negociações "a qualquer momento".

Porém, acentuou o porta-voz do executivo, considerando como base negocial a proposta grega. 

Tanto a Comissão Europeia, como um documento publicado pelo diário grego Kathimerini, avançaram que Atenas tinha aceitado a exigência dos credores relativa à verificação de um excedente orçamental, excluindo o serviço da dívida, de 1% em 2015 e 2% em 2016, quando os gregos pretendiam 0,6% e 1,5%, respetivamente.

A próxima reunião entre os representantes gregos e dos credores está prevista para antes do encontro regular dos ministros das Finanças da Zona Euro na quinta-feira. 
Lusa
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