sicnot

Perfil

Economia

China ultrapassa Portugal nas importações em Angola

A China e a Coreia do Sul destronaram Portugal como principal fornecedor das importações angolanas, segundo a análise do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola ao primeiro trimestre de 2015, consultada hoje pela Lusa. 

Arquivo

Arquivo

© SIPHIWE SIBEKO / Reuters

De acordo com o documento, relativo ao comércio externo, a Coreia do Sul foi o primeiro fornecedor de Angola neste período, com 137.619 milhões de kwanzas (1.034 milhões de euros) de vendas, caso aparentemente pontual, tendo em conta os registos anteriores substancialmente inferiores.  

 

Já a China viu as importações para Angola subirem mais de 134 por cento nos primeiros três meses do ano, face ao mesmo período de 2014, para 107.601 milhões de kwanzas (809,1 milhões de euros), tendo agora uma quota de 16,8%. 
 

Para trás, nesta lista do INE, fica Portugal - após vários anos a liderar -, que figura agora no terceiro lugar das origens das importações por Angola, com uma quota de 10,9% e 70.033 milhões de kwanzas (526,6 milhões de euros) de produtos vendidos no primeiro trimestre, traduzindo-se numa quebra homóloga de 2,1%. 

 

Nas exportações, a China mantém-se como principal destino dos produtos angolanos (essencialmente petróleo) ao exterior, com uma quota de 43,9% e 385.807 milhões de kwanzas (2.899 milhões de euros) de vendas, ainda assim uma quebra homóloga de 49,7%. 

 

Seguem-se países como a Índia (quota de 7,7%), Espanha (7,6%) e França (5,7%). Portugal figura no sexto lugar dos destinos das exportações angolanas entre janeiro e março deste ano, tendo comprado 33.263 milhões de kwanzas (250 milhões de euros) de produtos, equivalente a uma quota de 3,8%. 

 

Os ministros da Economia de Angola, Abraão Gourgel, e Portugal, António Pires de Lima, presidem a 22 de junho, em Luanda, à assinatura do memorando de entendimento de constituição do Observatório Empresarial dos dois países. 

 

De acordo com informação do Governo angolano, este observatório vai acompanhar os investimentos portugueses em Angola e angolanos em Portugal, e, no mesmo dia, além da criação formal, terá lugar em Luanda a sua primeira reunião anual. 

 

"O Observatório tem como função principal acompanhar os processos de análise de candidaturas de investimento, identificar obstáculos e selecionar vias ou instrumentos para ultrapassar os constrangimentos. E deverá também produzir, no final de cada exercício, uma contabilização dos fluxos de investimento", explicou no final de maio o Ministério da Economia angolano. 

 

A criação deste observatório insere-se no programa do primeiro Fórum Empresarial Angola-Portugal, que o Governo angolano afirma ser uma iniciativa para "promover as oportunidades de negócios num e noutro país", e apelando "ao estabelecimento e aprofundamento de parcerias entre empresas angolanas e portuguesas". 

 

No dia 23 de junho, o fórum propriamente dito vai reunir na capital angolana cerca de 400 empresários dos dois países para discutir investimentos comuns em Angola e Portugal. 

 

De acordo com informação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a organização desta primeira edição do fórum instituído pelos dois países será da responsabilidade do Ministério da Economia de Angola, em colaboração com a embaixada de Portugal e daquela entidade pública. 

 

Mais de 9.000 empresas de Portugal exportam atualmente para Angola e cerca de 2.000, angolanas, são participadas por capital português, segundo dados da AICEP. 



Lusa

  • Portugueses querem contratar Obama

    Mundo

    Contratar Barack Obama. Pode parecer uma tarefa impossível, mas para a startup portuguesa Swonkie a única resposta a este desafio é "Yes We Can", mote da campanha presidencial de Obama de há nove anos.

  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.