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Concessão do Oceanário de Lisboa adjudicada por 24 milhões de euros

A concessão do Oceanário de Lisboa foi adjudicada à Sociedade Francisco Manuel dos Santos por 24 milhões de euros, ficando o vencedor obrigado a pagar também uma renda anual, disse hoje à Lusa fonte ligada ao concurso.

A sociedade Oceanário de Lisboa deverá promover o conhecimento dos oceanos e sensibilizar para o dever de conservação do património natural, assim como manter e reforçar o "estatuto e ativo reputacional do equipamento como um dos melhores aquários públicos do mundo". (Arquivo)

A sociedade Oceanário de Lisboa deverá promover o conhecimento dos oceanos e sensibilizar para o dever de conservação do património natural, assim como manter e reforçar o "estatuto e ativo reputacional do equipamento como um dos melhores aquários públicos do mundo". (Arquivo)

© Nacho Doce / Reuters

Na prática, acrescentou, o valor significa a alienação da totalidade das ações do capital social da Oceanário de Lisboa, S.A., que gere o equipamento. Em causa está uma concessão por 30 anos.

   Segundo outra fonte ligada ao processo, o período de contestação ao relatório preliminar, que aponta a sociedade como vencedora, terminou hoje, não tendo havido qualquer contestação. O relatório final seguirá agora para aprovação em Conselho de Ministros.

O equipamento, no Parque das Nações, é um dos ativos que o Governo escolheu alienar ou concessionar para ajudar a reduzir a dívida da Parque Expo, sociedade criada a propósito da Expo'98 e atualmente em liquidação, depois de o executivo ter anunciado em 2011 a sua extinção.

A proposta de Orçamento do Estado para 2015 previa receitas de 40 milhões de euros com a concessão do Oceanário, que em 2014 gerou lucros de 1,49 milhões e recebeu quase 987 mil visitantes (+7%).

Além da Sociedade Francisco Manuel dos Santos (maior acionista do grupo Jerónimo Martins), concorreram o grupo espanhol Aspro Parks (proprietário do parque de diversões aquáticas Aqualand, em Alcantarilha, no Algarve, entre outros parques europeus), a empresa portuguesa Mundo Aquático (gestora do parque algarvio Zoomarine), o grupo francês Compagnie des Alps (administrador de mais de uma dezena de parques de lazer, museus e áreas de esqui) e a espanhola Parques Reunidos, que gere 56 parques na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina.





Lusa
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