sicnot

Perfil

Economia

Fitch mantém "rating" do BPI após CaixaBank ter desistido da OPA

A agência de notação financeira Fitch retirou o 'outlook' positivo do Banco BPI, mantendo o seu 'rating' em "BB", depois de os catalães do CaixaBank terem desistido da oferta pública de aquisição (OPA) lançada sobre o banco português.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Hugo Correia / Reuters

A 19 de maio a Fitch tinha revisto em baixa o 'rating' enquanto emissores de dívida de longo prazo de quatro bancos portugueses (BCP, BPI, Montepio e Banif) na sequência das alterções às regras europeias que tornam mais improvável o apoio estatal às instituições europeias.

Nessa data, o 'outlook' (perspetiva) do BPI foi fixado em "positivo" pela Fitch, devido ao potencial de subida do 'rating' relacionado com a OPA do CaixaBank.

Agora, depois de o banco catalão ter desistido da oferta, a Fitch decidiu passar o 'outlook' do banco liderado por Fernando Ulrich para "estável".

A Fitch realçou que as notações concedidas ao BPI "refletem a fraca rentabilidade doméstica, mas também levam em conta os indicadores relativos à qualidade dos ativos e ao financiamento, bem como o perfil de liquidez, que são mais fortes do que os seus pares domésticos".

Além disso, a agência de 'rating' apontou para a "capitalização razoável" do banco português depois de no ano passado ter terminado de reembolsar os 920 milhões de euros que tinham sido subscritos pelo Estado Português na modalidade de obrigações convertíveis em capital.

O banco catalão CaixaBank anunciou na semana passada (dia 18) ter desistido da OPA sobre o português BPI, banco do qual é o principal acionista.

A razão apresentada pelo CaixaBank é a de que "não se cumpriu a condição [estipulada na oferta] da eliminação do limite dos direitos de voto" imposto ao banco catalão, que foi chumbada.

Isto, depois de, na véspera deste anúncio, os acionistas do BPI terem decidido em assembleia-geral chumbar a desblindagem dos direitos de voto a 20% no banco, passo essencial para o sucesso da OPA que tinha sido lançada pelo CaixaBank. 

Apesar de deter mais de 44 por cento das ações do BPI, os estatutos do banco português indicam que os catalães apenas tinham 20 por cento dos direitos de voto em assembleia-geral de acionistas.
Lusa
  • Ações do BPI suspensas
    1:17

    Economia

    A negociação de ações do BPI foi esta manhã suspensa pela CMVM. O regulador dos mercados espera informação relevante do banco de Fernando Ulrich, depois de ontem ter sido chumbado, pelos acionistas do BPI, um dos pontos centrais na OPA do Caixa Bank. Hoje a instituição espanhola reúne-se para discutir o futuro do negócio.

  • Economia portuguesa a crescer
    2:26
  • Os likes dos candidatos às autárquicas no Facebook
    4:00

    Autárquicas 2017

    Se há mais de 5 milhões de portugueses no Facebook, é natural que as autárquicas também passem pela rede social mais usada no país e no mundo. A SIC apresenta-lhe os 10 candidatos cujas páginas têm mais seguidores e, para a comparação ser mais justa, os que têm mais seguidores em Portugal - porque há também quem estranhamente tenha milhares de fãs em países como Egito, Filipinas ou Vietname.

  • Embaixador do Bangladesh pede ajuda aos portugueses no caso dos rohingya

    Mundo

    O embaixador do Bangladesh em Lisboa pediu esta sexta-feira aos portugueses que ajudem a resolver o problema dos rohingya. Desde o final de agosto, mais de 400 mil pessoas desta minoria muçulmana fugiram de Myanmar, a antiga Birmânia. O Bangladesh já tinha acolhido outros 400 mil refugiados e vê-se agora a braços com esta crise migratória. Pede por isso a Portugal que pressione Myanmar para aceitar de volta e em segurança os rohingya.