sicnot

Perfil

Economia

Contrato para compra da TAP assinado hoje, dia de protestos

O Governo e o consórcio Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, assinam hoje o contrato de compra e venda de 61% do grupo TAP, sob protesto dos sindicatos da empresa, que convocaram uma concentração em Lisboa.

AP/ Arquivo

A venda do grupo dono da transportadora aérea portuguesa ao consórcio Gateway foi aprovada em Conselho de Ministros, no dia 11 de junho, e vai ser formalizada hoje de manhã, às 09:00.

Na cerimónia, que decorrerá no Ministério das Finanças, em Lisboa, estarão presentes os ministros das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e da Economia, António Pires de Lima, e os dois empresários responsáveis pelo consórcio que venceu o concurso de privatização.

As comissões de trabalhadores da TAP e da Groundforce (empresa que assegura os serviços de assistência em terra) convocaram para as 14:00, em Lisboa, um protesto contra a privatização da companhia aérea e garantem que a assinatura do contrato de compra e venda não marca a conclusão do processo.

Num comunicado conjunto, os trabalhadores contestam "a falta de transparência e lisura do Governo" e a "tentativa de desvalorização" do grupo TAP, assacando responsabilidades ao presidente da empresa, Fernando Pinto, e aos "sucessivos governos que lhe deram carta-brancsa assinado em dia de protestos

Lisboa, 24 jun (Lusa) -- O Governo e o consórcio Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, assinam hoje o contrato de compra e venda de 61% do grupo TAP, sob protesto dos sindicatos da empresa, que convocaram uma concentração em Lisboa.

A venda do grupo dono da transportadora aérea portuguesa ao consórcio Gateway foi aprovada em Conselho de Ministros, no dia 11 de junho, e vai ser formalizada hoje de manhã, às 09:00.

Na cerimónia, que decorrerá no Ministério das Finanças, em Lisboa, estarão presentes os ministros das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e da Economia, António Pires de Lima, e os dois empresários responsáveis pelo consórcio que venceu o concurso de privatização.

As comissões de trabalhadores da TAP e da Groundforce (empresa que assegura os serviços de assistência em terra) convocaram para as 14:00, em Lisboa, um protesto contra a privatização da companhia aérea e garantem que a assinatura do contrato de compra e venda não marca a conclusão do processo.

Num comunicado conjunto, os trabalhadores contestam "a falta de transparência e lisura do Governo" e a "tentativa de desvalorização" do grupo TAP, assacando responsabilidades ao presidente da empresa, Fernando Pinto, e aos "sucessivos governos que lhe deram carta-branca".

O consórcio Gateway integra o empresário português Humberto Pedrosa (51%), do grupo Barraqueiro, e o empresário norte-americano nascido no Brasil David Neeleman (49%), dono da companhia aérea brasileira Azul.

A Gateway propõe-se entregar um valor mínimo de 354 milhões de euros pelo grupo, mas este montante pode subir para 488 milhões de euros, dependendo da 'performance' financeira da TAP ao longo de 2015. 

O consórcio compromete-se a capitalizar a empresa com 338 milhões de euros e a pagar dez milhões de euros ao Estado, dos quais dois milhões serão já pagos na assinatura do contrato e o restante no fecho da venda.


Lusa
  • Obama diz que Guterres "tem uma reputação extraordinária"
    1:38

    Mundo

    António Guterres diz que vai trabalhar com Barack Obama e também com Donald Trump, na reforma das Nações Unidas. O futuro secretário-geral da ONU foi recebido por Obama, na Casa Branca, onde recebeu vários elogios do presidente norte-americano.

  • Mãe do guarda-redes da Chapecoense comove o Brasil
    1:37
  • Dezenas de mortos em bombardeamentos do Daesh em Mossul

    Daesh

    Dezenas de civis, entre os quais várias crianças, morreram e outros ficaram feridos em ataques de morteiro efetuados pelo grupo extremista Daesh em Mossul, disse à agência Efe o vice-comandante das forças antiterroristas iraquianas.

  • Morreu o palhaço que fazia rir as crianças de Alepo

    Mundo

    Anas al-Basha, mais conhecido como o Palhaço de Alepo, morreu esta terça-feira durante um bombardeamento aéreo na zona dominada pelos rebeldes. O funcionário público mascarava-se de palhaço para ajudar a trazer algum conforto e alegria às crianças sírias, que vivem no meio de uma guerra civil.

  • Tribunal chinês iliba jovem executado há 21 anos

    Mundo

    Nie Shubin foi fuzilado em 1995, na altura com 20 anos, depois de ter sido condenado por violação e assassinato de uma mulher, na cidade de Shijiazhuang. Agora, a justiça chinesa vem dizer que, afinal, o jovem era inocente, uma vez que não foram encontradas provas suficientes para o condenar.