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Termina hoje prazo para propostas vinculativas para o Novo Banco

O prazo para as cinco entidades que ainda se encontram na corrida à compra do Novo Banco avançarem com propostas vinculativas para a aquisição da entidade termina hoje, passando depois a 'bola' para o lado do Banco de Portugal.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

A 17 de abril, o supervisor bancário anunciou ter selecionado cinco das sete entidades que tinham participado na segunda fase do processo de venda do Novo Banco, impondo o dia de hoje (30 de junho) como a data limite para a apresentação de ofertas vinculativas.

Na primeira fase deste processo participaram 17 entidades, tendo sido 15 avalizadas pelo Banco de Portugal para passar à segunda fase, ainda que apenas sete tenham formalizado esse interesse e apenas cinco tenham sido escolhidas pelo supervisor bancário para o efeito.

No início deste mês, o Financial Times escreveu que os favoritos a adquirir o Novo Banco são os chineses da Fosun ou da Anbang, os únicos que estão dispostos a pagar mais de 4,0 mil milhões de euros pela instituição financeira.

Para além dos chineses, estão também na corrida à compra do Novo Banco, diz o FT, os espanhóis do Santander e os fundos norte-americanos Apollo e Cerberus, que passaram os últimos dois meses e meio na fase de 'due dilligence', ou seja, em contacto com o banco para conhecer a sua situação financeira, patrimonial e outros.

A "atratividade da oferta financeira", leia-se, o melhor preço, é o principal critério de escolha entre as propostas que forem apresentadas para a compra da instituição agora liderada por Eduardo Stock da Cunha. 

O segundo critério mais valorizado para a escolha do comprador será a sua disponibilidade para comprar a totalidade dos ativos colocados à venda, seguindo-se-lhe os planos estratégicos e de desenvolvimento apresentados para o Novo Banco, e o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade do setor em Portugal.

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

 

Lusa

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