sicnot

Perfil

Economia

Marisa Matias diz que radicalismo está nas instituições e não no governo do Syriza

A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE) Marisa Matias considerou hoje que o extremismo na atual situação grega está nas instituições europeias e não no governo de Atenas liderado pelo Syriza.

Mathieu Cugnot

"Onde está o radicalismo e extremismo? Está no Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia, no Eurogrupo, e todos e todas que acham que na Europa não pode haver alternativa. Isso sim é radical, isso sim é extremista", vincou a eurodeputada.

Marisa Matias falava, em Lisboa, num debate centrado na crise europeia e na atual situação na Grécia, encontro tido poucos dias antes de um referendo no país sobre a aceitação, ou não, das propostas dos credores internacionais.

Para a bloquista, a Grécia é a "prova de fogo" do projeto europeu.

"Aconteça o que acontecer, este momento é o momento da prova de fogo: ou a União Europeia (UE) tem condições para continuar como projeto democrático, ou não tem", advogou.

E acrescentou: "Os problemas estruturais da Grécia são também de Portugal e, no final de contas, de todo o projeto europeu".

Se a UE "não comporta um governo de esquerda", é sinal que este "já não é um projeto democrático", é antes "um projeto que deixa de interessar", acredita a dirigente do Bloco.

"O governo do Syriza tem de ter condições para governar como qualquer outro governo. Em democracia os partidos vão a eleições e todos podem ganhar. Se não, não é uma democracia", declarou ainda, perante aplausos da plateia que lota o Fórum Lisboa.

Francisco Louçã (fundador do BE), Pacheco Pereira (antigo dirigente do PSD), Manuel Alegre (histórico do PS) e Hélia Correia (recente vencedora do Prémio Camões) são alguns dos outros oradores no encontro desta noite. 

 

 

 

 

Lusa

 

  • Passos acusa Governo de "sacudir água do capote"

    País

    O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou este sábado o Governo de "sacudir a água do capote" para não assumir a responsabilidade pelo que está a ser decidido, usando uma política de comunicação que considerou ser um "embuste".